COMPRO MATERIAL DA FEB: JULIOZARY1997@GMAIL.COM

sábado, 29 de junho de 2013

O UNIFORME DE DESFILE NO RIO - O QUE FOI E O QUE NÃO FOI?

Durante o desfile da FEB, no Rio de Janeiro, antes de irem para a Itália, os pracinhas utilizaram o uniforme de brim, mais conhecido como zé-carioca.

O uniforme era composto pelo capacete de brim, blusa de brim, calça de brim, perneira (seta amarela), bota em couro, equipamento tipo Mills (seta vermelha) e fuzil Mauser M 908, de origem alemã (seta azul).

De todas essas peças, a FEB levou para a Itália apenas o uniforme. O equipamento levado foi outro, já no padrão americano, só que com fabricação nacional. O fuzil Mauser foi deixado aqui. Na Europa a FEB usou os fuzis Springfield e Garand, ambos de fabricação americana.

O chapéu foi levado, mas utilizado bem pouco e apenas no início. A perneira foi levada, mas ao chegarem lá ela foi abandonada. A bota foi bem utilizada, até que vieram os shoepacks e os boots americanos.

Fonte da foto: http://guiadoscuriosos.com.br/blog/2012/02/02/o-futebol-e-a-segunda-guerra-mundial/

sexta-feira, 28 de junho de 2013

COBRINHA COM LAÇO

Das inúmeras variantes do distintivo em pano da FEB, a cobrinha, essa é uma das mais interessantes e raras. Trata-se da cobrinha de enfermeira.

Ela é uma cobrinha que, se prestarmos atenção, tem um laço em cima de sua cabeça. Apenas 4 dessas são conhecidas, sendo que esta da foto foi à leilão nos EUA, no ano passado.


Esses distintivos estão entre os itens mais colecionáveis da FEB, inclusive no exterior.

A "DES"UNIFORMIZAÇÃO DA FEB

Ao se analisar uma grande parte das fotos da FEB, mais particularmente aquelas do meio para o final da campanha, há de se notar que os pracinhas utilizaram diversos uniformes diferentes.

Como substantivo, a palavra uniforme tem a seguinte definição: "vestuário com características específicas, usado por todos os membros da instituição ou de um serviço (profissional, militar, etc...) farda" Fonte: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/uniforme;jsessionid=fKjnvXkdPY5etKFEs3HG9w__

A palavra uniforme nos dá, também, a idéia de uniformidade, ou seja, um padrão a ser seguido. No entanto, apesar de nossos aguerridos pracinhas utilizarem uniformes durante toda a campanha, podemos dizer que apenas no início dela teve-se uma uniformização.

Tal fato deveu-se, em grande parte, ao fardamento de fabricação americana ser melhor do que o feito por aqui, eminentemente de lã ou brim. Além disso, o intenso frio italiano forçou à FEB a usar as fardas mais pesadas deles. 




Na foto acima, podemos ver pelo menos 3 elementos que demonstram isso. A seta azul mostra um capacete com o símbolo da engenharia, pintado nos capacetes do pessoal do 9 BECmb. Essas pinturas eram realizadas comumente nas divisões americanas, mas pouco foi usada na FEB.

As setas amarelas mostram que, no retorno, ambos os distintivos da cobra fumando em pano quanto os em lata foram usados.

vestuário com características específicas, usado por todos os membros de uma instituição ou de um serviço (profissional, militar, etc.); farda

uniforme In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-06-28].
Disponível na www: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/uniforme;jsessionid=fKjnvXkdPY5etKFEs3HG9w__
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vestuário com características específicas, usado por todos os membros de uma instituição ou de um serviço (profissional, militar, etc.); farda

uniforme In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-06-28].
Disponível na www: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/uniforme;jsessionid=fKjnvXkdPY5etKFEs3HG9w__
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vestuário com características específicas, usado por todos os membros de uma instituição ou de um serviço (profissional, militar, etc.); farda

uniforme In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-06-28].
Disponível na www: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/uniforme;jsessionid=fKjnvXkdPY5etKFEs3HG9w__
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vestuário com características específicas, usado por todos os membros de uma instituição ou de um serviço (profissional, militar, etc.); farda

uniforme In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. [Consult. 2013-06-28].
Disponível na www: http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/uniforme;jsessionid=fKjnvXkdPY5etKFEs3HG9w__
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quinta-feira, 27 de junho de 2013

FOTOS DA 10 DIVISÃO DE MONTANHA NO MONTE BELVEDERE

Apresento-vos duas imagens, aparentemente inéditas, da 10 Divisão de Montanha em posições no Monte Belvedere, que era vizinho ao Monte Castello.

Na primeira delas, podemos ver padioleiros carregando um combatente em uma maca. Notem a pintura dos capacetes deles, diferente dos usados pelos da FEB.


Na segunda foto, podemos ver, provavelmente, uma Companhia de Fuzileiros preparando-se para mudar de posição. Notem as mulas à esquerda, que foram muito usadas para carregar materiais pesados entre as montanhas italianas.

Fonte: ebay

quarta-feira, 26 de junho de 2013

CRÍTICA: NOVO LIVRO DE BARONE SOBRE A FEB


No dia de hoje, apareceu uma resenha acerca da obra, no jornal A FOLHA:

Crítica: Com sabor de almanaque, obra de João Barone supervaloriza pracinhas

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OSCAR PILAGALLO
ESPECIAL PARA A FOLHA

Mais conhecido como músico, João Barone divide seu tempo entre a música e as pesquisas sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra. 

O interesse vem da infância, estimulado pelas evasivas do pai, que, fugindo das lembranças do passado, pouco falava sobre ter sido um dos mais de 25 mil pracinhas no front da Itália. Para tentar preencher a lacuna deixada pelo silêncio, Barone fez filmes e livros. 

Em "1942 - O Brasil e Sua Guerra Quase Desconhecida", o foco são os convocados pela Força Expedicionária Brasileira. O autor defende que, embora tenham chegado à Europa no final do conflito, os pracinhas deveriam ter mais reconhecimento pela contribuição para a vitória dos aliados sobre o nazifascismo.  

Barone não se concentra na ação. Investe mais nos antecedentes e nas consequências, sempre da perspectiva dos soldados. 

O livro não tem revelações dignas de nota. Em que pese a disposição do autor de apontar erros e tabus, não estabelece uma nova visão sobre o assunto. A maioria das versões distorcidas já fora corrigida desde que ficou para trás o interesse político em explorar a experiência da FEB. 

Não é preciso lê-lo para saber que os americanos não afundaram navios para forçar a entrada do Brasil na guerra ou que os "caboclos" não foram fazer turismo na Europa. 

O livro tem sabor de almanaque, reforçado pelo abuso da expressão "pouca gente sabe que" e variações. Há curiosidades que tinham sido varridas da história, como o comandante brasileiro do primeiro submarino italiano a atacar a um navio em águas territoriais do Brasil. 

Mas há muita informação inútil e associações gratuitas. E daí que Modena, "uma das cidades por onde passou a FEB", é a sede da Ferrari? Ou que tantas medalhas tenham sido distribuídas para esta ou aquela unidade de combate? 

Quanto à linguagem, embora o coloquialismo convide à leitura, há alguma inadequação. Após dizer que a América do Sul se tornou um paraíso para nazistas, por exemplo, Barone diz que "o pior é que" muitos estrangeiros ainda acham que o Brasil esteve do lado do Eixo. É claro que não é pior. A expressão só faria sentido em meio a uma oralidade sem compromisso com a literalidade e soa desafinada numa obra sobre história. 

Barone ajudou a financiar a associação dos pracinhas veteranos, a Casa da FEB, e recebeu condecorações de entidades de ex-combatentes. O brilho das medalhas transparece no texto. Embora o factual seja preservado, sua avaliação encerra uma supervalorização do papel da FEB. 

O enfoque talvez fosse defensável no passado, para contrabalançar a campanha contra a FEB. Hoje, no entanto, um distanciamento maior seria mais apropriado. 

OSCAR PILAGALLO é jornalista e autor de "História da Imprensa Paulista" (Três Estrelas) e "A História do Brasil no Século 20" (Publifolha).
1942 - O BRASIL E SUA GUERRA QUASE DESCONHECIDA
AUTOR João Barone
EDITORA Nova Fronteira
QUANTO R$ 39,90 (288 págs.)
AVALIAÇÃO regular
Segue o link: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/06/1300436-critica-com-sabor-de-almanaque-obra-de-joao-barone-supervaloriza-pracinhas.shtml

terça-feira, 25 de junho de 2013

CRUZ DE SERVIÇOS RELEVANTES - GUARDA CIVIL DE SÃO PAULO - MP DA FEB

Apresento uma medalha que, muito provavelmente, seja a medalha mais rara da Força Expedicionária Brasileira. Trata-se da Cruz de Serviços Relevantes da Guarda Civil de São Paulo. Mas o que essa medalha tem a ver com a FEB?

Segundo nosso amigo da PMSP, Major Galdino:
''Das condecorações dadas aos milicianos paulistas por participação na  segunda guerra mundial, essa é a única de nível estadual.
Ela foi dada, principalmente, mas não exclusivamente, aos Guardas Civis do Estado de São Paulo que participaram da segunda guerra mundial nos campos da Itália.
Receberam essa medalha aqueles que trabalharam como Military Policemen, ou seja, executaram o serviço de Polícia do Exército na Força Expedicionária Brasileira – FEB na Itália, ou serviram na infantaria nos pelotões de fuzileiros.
Por ser um número pequeno de medalhas (menos de 80) a “CRUZ DE SERVIÇOS RELEVANTES” tornou-se uma condecoração difícil de se ver "ao vivo" nos dias de hoje.
Conforme dito anteriormente, ela não era exclusiva para os veteranos da FEB, mas, tendo sido criada em junho de 1967 ela só pôde ser outorgada a poucas outras pessoas, uma vez que a Guarda Civil foi fundida com a Força Pública pouco mais de dois anos depois e essa medalha acabou sendo extinta.
Medalha criada pelo Decreto Estadual nº 48109 de 12 de junho de 1967"
Fonte: http://medalhisticamilitarpaulista.blogspot.com.br/2012/10/cruz-de-servicos-relevantes-guarda.html

Segue o Decreto de criação:
DECRETO N. 48.109, DE 12 DE JUNHO DE 1967
Dispõe sôbre a instituição da medalha denominada "Cruz de Serviços Relevantes" e dá outras providências
ROBERTO COSTA DE ABREU SODRÉ, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, usando de suas atribuições legais,
Decreta:
Artigo 1.° - Fica instituida a medalha denominada Cruz de Serviços Relevantes, destinada a reconhecer e premiar as ações meritórias de Inspetores e Guardas da Guarda Civil de São Paulo, relacionadas ou não com suas atribuições normais e não recompensadas com a Cruz de Serviços Distintos, à qual seguirá em precedência
Artigo 2.° - Farão jus também à medalha e terão prioridade para ser com ela agraciados, os componentes da Guarda Civil de São Paulo, quer em atividade, quer aposentados, que tenham participado da Fôrça Expedicionária Brasileira durante a .II Guerra Mundial.
Artigo 3.° - A medalha poderá ser excepcionalmente concedida a personalidades alheias a Guarda Civil de São Paulo, que tenham prestado relevantes serviços à Corporação e à Causa Pública, bem como a Corporações e suas bandeiras e estandartes, cujos serviços ao Estado e à Nação tenham sido considerados valiosos e destacados.
Artigo 4.º - A Cruz de Serviços Relevantes será de bronze dourado e terá o formato de cruz lanceada, com 40 mm de altura e igual medida de largura, sôbre a qual se assentam, no anverso, duas palmas em diadema, sendo carregada ao centro pelo emblema da Guarda Civil de São Paulo, em relevo, com 10 mm de diametro, tendo no reverso, ao centro, um disco de 10 mm de diametro, com os dizeres em relevo e em caracteres versais, acompanhando a orla: "Serviços Relevantes"; na extremidade do ramo superior da cruz, se afixa uma esfera de 2 mm de eixo à qual se prende a argola destinada a passagem da fita, com 10 mm de diâmetro, tudo do mesmo metal; a medalha será suspensa de uma fita de gorgorão de seda chamalotada com 34 mm de largura, com sete listas verticais, sendo a do centro preta, com 6 mm de largura, seguida de ambos os lados de uma branca, com 5 mm uma vermelha com 5 mm e uma amarela com 4 mm.
§ 1.º - Acompanharão a medalha, a miniatura, a barreta a roseta e o respectivo diploma.
§ 2.° - A miniatura será uma réplica da peça original, com 17 mm. suspensa de uma fita com 14 mm. de largura.
§ 3.° - O diploma terá as caracteristicas e dizeres a serem estabelecidos pelo Comandante da Guarda Civil de São Paulo.
Artigo 5.° - A Cruz de Serviço Relevantes será concedida pelo Comandante da Guarda Civil de São Paulo, por proposta do chefe imediato do indicado e provocação de qualquer do povo, ouvido o Conselho a que se refere o artigo 6.° do Decreto n. 46.131, de 31 de março de 1966.
Artigo 6.° - Na hipótese do artigo 3.° dêste decreto, a proposta sómente poderá partir do Comandante da Guarda Civil de São Paulo.
Artigo 7.° - A concessão da Cruz de Serviços Relevantes ao Comandante da Guarda Civil de são Paulo sòmente se fará por ato do Governador do Estado, independentemente da audiência do Conselho.
Artigo 8.° - A outorga da Cruz de Serviços Relevantes será feita a qualquer tempo, em solenidade pública a ser realizada na sede do Comando da Guarda Civil de São Paulo, ou, excepcionalmente, em outro local, a critério do Comandante.
Artigo 9.° - O agraciado com a Cruz de Serviços Relevantes que tenha praticado qualquer ato incompatível com a dignidade própria ou da Corporação ou o espirito da honraria, perderá o direito ao uso da medalha, devendo restituí-la.
§ 1.° - Na situação prevista nêste artigo, será sempre ouvido o Conselho.
§ 2.° - Procederá a cassação da láurea a mesma autoridade competente para outorgá-la.
Artigo 10 - O Conselho manterá livro em que serão registradas as concessões da medalha ora instituida e demais alterações.
Artigo 11 - Êste decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Paládcio dos Bandeirantes, 12 de junho de 1967. 


Fonte: http://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/1967/decreto%20n.48.109,%20de%2012.06.1967.htm





Fonte: www.hmmb.com.br/forum
Foto enviada por Marcelo.

Aproximadamente 80 medalhas dessas foram concedidas, e se tem conhecimento do destino de apenas quatro delas.

domingo, 23 de junho de 2013

FIVELA DE SARGENTO DE INFANTARIA DA FEB - FARDA DE PASSEIO

Apresentamos uma fivela padrão para Sargentos de Infantaria da FEB, quando em fardas de passeio (brim).

As fivelas para sargentos eram retangulares, com o símbolo da arma (nesse caso infantaria) ao centro. É formada por duas partes. Os cintos dos sargentos eram em couro.

As fivelas dos oficiais eram arredondadas, com o símbolo do cruzeiro do sul ao centro, e o cinto no mesmo material da farda, e não em couro.







PATCH DO VIII EXÉRCITO BRITÂNICO - TO DA ITÁLIA

Formado em 1941, como Força do Deserto Oeste, o VIII Exército Britânico, após as campanhas do Norte da África e da Sicília, foi combater na península italiana. Atuou em conjunto com o V Exército americano, no qual a FEB estava inserida.

Teve como comandantes, os seguintes militares:

Apresentamos um distintivo de pano usado no ombro dos militares componentes do referido Exército Britânico. Este foi fabricado na Itália.



VÍDEO SOBRE AS COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DE MAX WOLF, FEITO EM 2011 PELA EsSA

Depoimento gravado para as comemorações do Centenário de Nascimento do Sargento Max Wolf Filho, herói brasileiro na Segunda Guerra Mundial.




sábado, 22 de junho de 2013

SUGESTÃO DE LIVRO DO MÊS

Segue uma sugestão de livro sobre a FEB.

Trata-se da reedição dos 34 jornais da FEB denominados O CRUZEIRO DO SUL.

É um livro com páginas grandes, abarrotado de informações.


http://www.travessa.com.br/O_CRUZEIRO_DO_SUL_COLECAO_COMPLETA_DO_ORGAO_ESPECIAL_DA_FEB_NA_ITALIA_34_EDICOES/artigo/74748DBE-61C6-4B79-B927-850FE6BBF3B7/pcd=028?utm_source=buscape&utm_medium=buscape&utm_campaign=buscape