COMPRO MATERIAL DA FEB: JULIOZARY1997@GMAIL.COM

domingo, 21 de abril de 2013

CAPACETE M-1 COM CAMUFLAGEM DE NEVE

Diversas divisões de exército entraram em ação em terrenos com neve, durante a Segunda Guerra, entre elas a FEB. No final de 1944, até fevereiro de 1945, os soldados da FEB enfrentaram temperaturas bem abaixo de zero grau.

Durante mais de 3 meses, os pracinhas tiveram uma paisagem diferente na Itália, com a neve cobrindo quase tudo, inclusive os foxholes. Para que a camuflagem fosse mantida, diversas peças de uniformes brancas foram distribuídas pelo BLD. No entanto, o capacete M-1 continuava a ser verde escuro.

Para quebrar a cor escura do capacete, o que fatalmente chamava a atenção dos alemães, a centenas de metros de distância, os pracinhas, bem como diversos soldado aliados e alemães, usaram de técnicas para deixar os mesmos brancos, ou pelo menos não tão escuros.

Uma delas é conhecida como whitewash, a qual pode ser conferida nas fotos abaixo. Trata-se de um capacete encontrado nos Estados Unidos.




 Fonte: USMF

quinta-feira, 18 de abril de 2013

EFETIVO DA COMPANHIA DE INTENDÊNCIA DA FEB

A partir de hoje, que é a data da tricentésima postagem, começaremos a apresentar alguns dados sobre as unidades da FEB. Tais dados encontram-se disponíveis nos relatórios das mesmas, escritos por seus respectivos comandantes, por ocasião do retorno ao Brasil.

Começaremos com a Companhia de Intendência da FEB, responsável pelo transporte das várias classes de suprimentos, tais como  alimentação e uniformes, bem como material evacuado paea recuperação, tropas, animais, feridos e mortos para sepultamento.

"De conformidade com o Bol. Res. nr 18-F, de 30 de outubro de 1943, modificado, o efetivo desta Cia é o seguinte, constituindo inicialmente com praças transferidas de outras unidades e de reservistas convocados:

OFICIAIS E SUB-TENENTES

1 Capitão Comandante
1 Primeiro Tenente Oficial de motores da Companhia
2 Primeiros Tenentes comandantes dos 1 e 2 Pelotão de Viaturas
1 Segundo Tenente comandante do Pelotão de Serviço
1 Segundo Tenente comandante do 3 Ppelotão de Viaturas
1 Sub-tenente comandante da Seção de Comando

SARGENTOS

- ESPECIALISTAS
1 Primeiro Sargento sargenteante e encarregado de viaturas
1 Segundo Sargento cefe dos mecânicos

- EMPREGADOS
1 Segundo Sargento do Rancho
1 Segundo Sargento furriel

- FILEIRA
1 Segundo Sargento auxiliar do Pelotão de serviço
3 Segundo Sargentos auxiliares do Pelotão de viaturas
3 Terceiro Sargentos comandantes de seções no Pelotão de serviço
6 Terceiro Sargentos comandantes de seções nos Pelotões de viaturas

CABOS

- ARTÍFICES
1 cozinheiro
3 mecânicos de automóvel

- EMPREGADOS
1 datilógrafo
1 despachante

- FILEIRA
4 comandantes de esquadra do Pelotão de serviço
12 comandantes de esquadra do Pelotão de viaturas

SOLDADOS

- FILEIRA
16 reservas

- ARTÍFICES
3 cozinheiros
2 ajudantes de cozinheiros
3 mecânicos de automóvel
1 magarefe

- ESPECIALISTAS
1 corneteiro
52 motoristas
39 estivadores
12 ajudantes de motorista

- EMPREGADO
1 ordenança

TOTAL: 175 homens"

Atualmente, dizem que para cada combatente, em uma guerra, existem de sete a dez militares encarregados de alguma parte da logística. Em relação à FEB, que tinha um efetivo total de cerca de 25.000 homens, apenas 175 deles eram encarregados diretos pelo transporte de diversos itens, o que torna a Companhia de Intendência uma subunidade das mais requeridas, durante toda a campanha na Itália.



quinta-feira, 11 de abril de 2013

THE FOG OF WAR - 11 LIÇÕES DE ROBERT MCNAMARA

Esse filme não trata da FEB, mas achei muito interessante, pois é uma entrevista com Robert McNamara foi Foi secretário de Defesa dos Estados Unidos de 1961 a 1968, durante a Guerra do Vietnã.

Porém, ele fala de vários assuntos relativos à Segunda Grande Guerra. Recebeu o oscar de melhor documentário, em 2004.


domingo, 7 de abril de 2013

O PRACINHA - PELO GEN OTÁVIO COSTA

" Vió marchar, na madrugada e na lama, para o combate. Conheci-o no heroísmo e no pânico, na euforia e no desalento - toquei-lhe a dimensão inteira do coração.

Vi-o fazer dos italianos, que viviam na terra de ninguém, gente como sua gente, sangue do seu sangue. Escutei-lhe tantas vezes, no silêncio das noites da frente de combate, suplicar, em lamento fundo: vem rolando, Brasil.

Vi-o enfrentar a lama, o frio e a neve. Vi-o dar de presente o coturno ao italiano desprovido de ficar só com a galocha, forrada de palha e papel.

Vi-o nos ataques fracassados a Monte Castello, ansioso por voltar a atacar.

Vi-o ensinar os alpinistas da 10 Divisão de Montanha a fazer patrulha.

Vi-o morrer tentando buscar o corpo do companheiro.

Vi-o, como tigre, arremeter contra Castelnuovo e Mmontese, para, depois, conduzir os prisioneiros como crianças amigas, a quem tudo se dá.

Vi-o contando mentiras e piadas.

Vi-o sofrer de verdade pela carta que não veio.

Para mim, nossa porção maior de vitória eu a conheci na confiança no homem brasileiro, que outro não há de melhor, mais inteligente, mais rústico, mais sensível, mais humano, mais gente.

Gente de todas as terras, gente de todos os sangues, condições, matizes e dimensões.

Gente diversificada, aberta e colorida: altiva, musical, humana e viva. Gente transparente transpassada de uma nova luz.

Sangues misturados, sangues renovados, sangues ardentes, sangue que acende a substãncia de um homem melhor sobre a terra, um homem que estende a mão ao outro - seu irmão.

O anseio, o improvido, o repente. O brilho, a chama. O bom, o alegre, o simples.

A mão que faz, que serve, que cuida, e que perdoa. O soldado brasileiro."

30 anos depois da volta.

sábado, 6 de abril de 2013

MUSEU MILITAR CAPITÃO PITALUGA - VALENÇA - RJ

No dia de hoje, tivemos a oportunidade de visitar mais um dos museus da FEB. Ddesta vez foi o museu Capitão Pitaluga, situado na cidade de Valença, a 152 Km da cidade do Rio de Janeiro.
Trata-se de um museu vocacionado para o Esquadrão de Reconhecimento da FEB, o único representante da cavalaria brasileira nos campos da Eeuropa, representado na figura de seu comandante, o então Capitão Pitaluga.
O Tenente de Cavalaria Plínio Pitaluga partiu, em 1944, para os campos de batalha do 1º Esquadrão de Reconhecimento da Força Expedicionária Brasileira. Lá foi promovido a capitão e assumiu o comando deste Esquadrão que, como seu nome indicava, era uma Unidade de Reconhecimento destinada a reconhecer o terreno a frente, informar quanto ao inimigo e proteger o restante da FEB.
Foto da fachada do museu
Um dos três M-8, sendo que este já é o modelo modificado no pós-guerra (torre)
Flâmula original, utilizada na Itália
Maquete muito bem detalhada de Montese
Farda doada pela família do General Pitaluga. Notar a camisa de gabardine, feita na Itália, a pedido do General. Esta camisa não estava nos regulamentos de uniformes da FEB, mas seu uso era indiretamente autorizado.
Medalhas recebidas pelo General Pitaluga, entre elas a Cruz de Combate de Primeira classe, a Bronze Star e a Ccruz de Guerra francesa.
Parte do acervo de saúde da FEB. Nota-se que o acervo do Batalhão de Saúde é o mais completo sobre a FEB, na opinião do autor. O equipamento dentário ainda funciona......

O acervo da Cap enfermeira Bertha também se encontra no museu.
Acervo do Tenente Amaro, o qual deu a designação histórica ao Esquadrão.
O acervo conta, também, com inúmeros armamentos, inclusive alemães. A MG alemã é a mostrada na foto de época.

Um monumento erigido em homenagem aos quatro militares do Esquadrão, mortos em combate:
2 Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira
2 Sargento Pedro Krinski
Cabo Benedito Alves
Soldado Bernardino da Silva
O museu foi inaugurado em 13 de novembro de 2002 e possui um diversificado acervo da FEB, inclusive quatro veículos blindados M8, sendo que um ainda funciona, bem como dois Halftracks, e um ainda em funcionamento.
Horários de funcionamento: seg a qui, de 8 às 11h e de 13 às 16h
sex, das 8 às 11h
sáb, dom e feriados, mediante agendamento. Contato (24) 2453-7363 ramal 26
Gostaríamos de agradecer ao Maj Ruiz, antigo Comandante do Esquadrão e ao ST Carre, pela oportunidade e pela acolhida.

terça-feira, 2 de abril de 2013

NOVO LIVRO DA FEB VINDO POR AI: COMANDEI UM PELOTÃO DE FUZILEIROS

O autor do livro, Eros José Sanches é militar do Exército Brasileiro e interessado por história militar. Em breve lançará um livro entitulado: "Comandei um Pelotão de Fuzileiros: Reminiscências de um Comandante de Pelotão na Campanha da Itália", resultado de uma entrevista realizada no período de 2000 a 2001, com o Tenente-Coronel R1 Tulio Carvalho Campello de Souza, de Pindamonhangaba (SP), veterano do 6º RI (2º Pelotão, 8ª Companhia, III Batalhão), falecido em julho de 2008.

Embora focado principalmente na vivência do entrevistado, sua experiência particular envolve, naturalmente, a história gloriosa da FEB dentro da ótica da fração "Pelotão", trazendo revelações psicológicas interessantes sobre os sentimentos de ansiedade ante o perigo e a perda de alguns de seus homens.

Tendo sido ferido (amputação traumática da perna esquerda por mina) em 4 de março de 1945, no ataque a Castelnuovo-Soprassasso, e mais tarde evacuado para os EUA, sua narrativa apresenta aspectos interessantíssimos de sua vida e recuperação na nação aliada, no longo período de abril de 1945 a agosto de 1946.

O livro apresenta o seguinte sumário:

Introdução
Considerações Metodológicas
Perfil do Entrevistado
Principais siglas usadas
Cronologia
Prólogo
Capítulo I A Preparação
Capítulo II O Embarque, A Viagem
Capítulo III A Chegada
Capítulo IV A Guerra
Capítulo V O Homem em Campanha
Capítulo VI A Mina
Capítulo VII A Vida nos Hospitais
Capítulo VIII Testemunha da História
Capítulo IX Irmãos em Armas
Capítulo X A Logística, A Administração
Apêndice
Notas

Os capítulos são apresentados através de perguntas e respostas. No total, são 67 perguntas feitas ao entrevistado (uma condensação das 80 questões elaboradas originalmente) com respostas transcritas, antes de tudo, com a preocupação de preservar o estilo e a personalidade do veterano do 6º RI.
Para situar o possível leitor, além de uma cronologia de abertura, o texto é subsidiado por mais de 60 notas explicativas com base na literatura da FEB.

O lay-out da capa já está pronto, e também as 13 pranchas com 25 fotos enviadas pelo entrevistado. O livro apresenta 123 páginas escritas.

Parabéns ao nosso amigo Eros pela conquista.

Fonte: hmmb.com.br/forum