COMPRO MATERIAL DA FEB: JULIOZARY1997@GMAIL.COM

sábado, 29 de dezembro de 2012

MEDALHA DE SERVIÇOS DE GUERRA DA MARINHA - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Apresentamos uma interessante combinação, entre uma medalha da Marinha de Guerra do Brasil e um diploma da Marinha Mercante. Sobre a medalha, há os seguintes dados:

Instituída em 13 de dezembro de 1943, pelo Decreto 6095, a Medalha de Seviços de Guerra era concedida aos militares das Marinhas de Guerra Brasileira e Aliadas, da ativa, da reserva ou reformados, e aos Oficiais e tripulantes dos navios mercantes nacionais e aliados, que tenham prestado valiosos serviços de guerra, quer a bordo dos navios, quer em comissões em terra.

Em bronze, no anverso, tem-se uma âncora clássica ao centro, tendo na curva superior a inscrição - Serviços de Guerra - e no exergo - Marinha do Brasil - separadas por duas pequenas estrelas e as palavras, entre si, por pontos. Reverso, tendo na parte central, em baixo-relevo, uma divisão de três contra-torpedeiros navegando a 3/4 de frente.

Fita em seda chamalotada, de azul-marinho, com uma faixa central em cinza-azul-pérola, e dois frisos laterais junto às orlas (da mesma cor da fita). Na fita da medalha poderiam exibir uma, duas ou três estrelas de acordo com o tempo de serviço. 



Segundo o Wikipédia:

Piloto (náutica)

Um piloto é, em sentido lato, um oficial da marinha mercante, responsável pela navegação de uma embarcação. No passado, o sota-piloto era o oficial imediato ao piloto, a bordo de um navio.

Em sentido restrito, o termo "piloto" pode designar uma categoria da carreira de oficial náutico, uma função de oficial de convés a bordo de um navio ou uma função de apoio à navegação dos navios que entram e saem de um porto. Apesar das diferenças, estas diversas funções são normalmente desempenhadas por profissionais pertencentes à mesma carreira de oficial náutico da marinha mercante.

Fonte: www.hmmb.com.br

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

MEDALHAS DA MARINHA DE GUERRA - FORÇA NAVAL DO SUL E DO NORDESTE

Como havíamos prometido há um tempo atrás, vamos, de vez em quando, apresentar as peças da Marinha de Guerra Brasileira.

Antes da apresentação das peças, ai vai um breve histórico desta campanha da Marinha nas águas do Atlantico Sul. Acho interessante trazer à tona o mesmo, pois é bastante desconhecido da maioria, inclusive os que gostam da história do Brasil na Segunda Guerra.

"Iniciada como um conflito europeu, a Segunda Guerra Mundial tomaria de assalto o mundo. O Brasil, sob o governo de Getúlio Vargas, manteve-se neutro nos primeiros anos da guerra. Quando, em fevereiro de 1942, os navios mercantes brasileiros começaram a ser torpedeados em grande número, o Brasil reforçou seu apoio aos Aliados. A ofensiva do eixo contra nossa frota mercante culminou em agosto daquele ano, quando um único submarino alemão afundou seis navios de bandeira brasileira, resultando na morte de 607 pessoas, o que levou o Governo Vargas à declaração de “Estado de Guerra” contra as nações do Eixo, em 31 de agosto de 1942.

A missão da Marinha do Brasil, na Segunda Guerra Mundial, foi patrulhar o Atlântico Sul e proteger os comboios de navios mercantes, que trafegavam entre o Mar do Caribe e o nosso litoral Sul, contra a ação dos submarinos e navios corsários alemães e italianos. Luta constante, silenciosa e pouco conhecida pelos brasileiros.

A capacidade de combate da Marinha do Brasil, no alvorecer do conflito, era modesta, se comparada com as grandes esquadras em luta no Atlântico Norte e no Pacífico. O nosso pessoal e os nossos meios não estavam preparados para engajar com o inimigo oculto sob o mar, que assolava o transporte marítimo no nosso litoral. Ingressaríamos em uma guerra anti-submarino sem equipamentos para detecção e armamento apropriado, porém este obstáculo não impediu que navios e tripulações lutassem desde as primeiras horas daquele 31 de agosto, assumindo com entusiasmo os riscos de um combate desigual.

A criação da Força Naval do Nordeste (FNNE), pelo Aviso nº 1.661, de 5 de outubro de 1942, foi parte do rápido e intenso processo de reorganização das nossas forças navais para adequar-se à situação de conflito. Sob o comando do então Capitão-de-Mar-e-Guerra Alfredo Carlos Soares Dutra, a recém-criada força foi inicialmente composta pelos seguintes navios: Cruzadores Bahia e Rio Grande do Sul, Navios-Mineiros Carioca, Caravelas, Camaquã e Cabedelo (posteriormente reclassificados como corvetas) e os Caça-Submarinos Guaporé e Gurupi. Receberia ainda navios que acabavam de ser prontificados pelos nossos estaleiros e várias escoltas anti-submarino cedidas pelos norte-americanos; constituindo-se na Força-Tarefa 46 da Força do Atlântico Sul, subordinada a 4ª Esquadra Norte-Americana, reunindo a nossa Marinha com a Marinha dos Estados Unidos da América, que já lutava contra a ameaça submarina desde 1941. A atuação conjunta com os norte-americanos trouxe meios navais e armamentos mais adequados à guerra anti-submarina, proporcionando também o indispensável treinamento para o nosso pessoal, habilitando-os a operarem navios modernos com meios de detecção pouco conhecidos até então, como o sonar.

Mas não só no Nordeste fazia-se sentir a ação da Marinha do Brasil. A 25 de agosto de 1942, pelo Aviso 1351, foi criado o Grupo de Patrulha do Sul, incorporando inicialmente os antigos contratorpedeiros Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Sergipe. Mais tarde, foram substituídos pelo Contratorpedeiro Maranhão e os navios-mineiros, classificados como corvetas Cananéia e Camocim. A 24 de abril de 1944, pelo Aviso 597, o Grupo Patrulha do Sul foi transformado em Força Naval do Sul, mantendo o Contratorpedeiro Maranhão e incorporando, no lugar das corvetas da classe C (transferidas para a Força Naval do Nordeste), as da classe Felipe Camarão, e mais a Corveta Jaceguai.

A ação prioritária para a Marinha do Brasil era a escolta dos comboios de navios mercantes, e nesta missão cada navio mercante que chegava ao seu porto de destino em segurança era uma vitória alcançada. Vitórias diárias e silenciosas, que não produziram manchetes nos jornais, mas mantiveram abertas as vias de comunicação marítima no Atlântico Sul, provendo os Aliados de materiais estratégicos essenciais para o esforço de guerra e mantendo a economia nacional abastecida. Contudo, esta guerra cotidiana e silenciosa, incluiu 66 ataques de navios de guerra brasileiros a submarinos registrados pelos próprios alemães e custou inúmeras vidas. As perdas brasileiras na guerra marítima somaram 30 navios mercantes e três navios de guerra, destes últimos dois, o Bahia e o Camaquã, eram componentes da FNNE. Nas operações navais na Segunda Guerra Mundial, a Marinha do Brasil perdeu 486 homens.

Em 6 de novembro de 1945, concluída a sua missão, as duas Forças regressaram ao Rio de Janeiro, a do Nordeste, sob o comando do Contra-Almirante Alfredo Carlos Soares Dutra, e a do Sul, sob o comando do Contra-Almirante Octavio Figueiredo de Medeiros. No dia 7 de novembro, embandeirados em arco, as guarnições dispostas pela borda e com vivas da Ordenança, os navios de guerra prestaram continência ao Presidente da República, Dr. José Linhares, seguiu-se desfile das guarnições dos navios que percorreu o seguinte itinerário: Rua Visconde de Inhaúma, Avenida Rio Branco, Rua 13 de Maio, Largo da Carioca, Rua Uruguaiana e, novamente Rua Visconde de Inhaúma e Arsenal de Marinha. O Jornal do Brasil, datado de 8 de novembro de 1945, ao noticiar o desfile, descreveu que “A cidade [Rio de Janeiro] viveu ontem um dos mais belos espetáculos que já lhe foi dado assistir”.

Fonte: https://www.mar.mil.br/menu_h/noticias/regresso_das_forcas/nota_regresso_das_forcas.htm

Neste site, há algumas fotos também.

Composição das Forças:
FNN: CRUZADORES - 2 Bahia e Rio Grande do Sul
CORVETAS - 5 Carioca, Cabedelo, Caravelas, Camaquã e Cananéia (+3 EM 1944)
CAÇA-SUBMARINOS - 2 (+14 em 1943, sendo 8 csse Guaporé e 8 classe Javari, casco de madeira)
Tender Belmonte
CONTRAORPEDEIROS - 11 em 1944 (3 classe Marcílio Dias e 8 classe Bertioga)

O Bahia e o Camaquã acabaram sendo afundados durante a campanha, juntamente com mais um navio, totalizando 486 homens perdidos.

FNS: CONTRATORPEDEIRO - 1
CORVETAS - 2

Quanto às medalhas em si, temos as segintes informações:

FNNE
Criada pelo Decreto 35587, de 2 de junho de 1954, destinada a rememorar os serviços que aquela Fôrça Naval prestou ao Brasil durante a Segunda Guerra Mundial e a se concedida aos oficiais e praças que nela efetivamente serviram, nos Estado Maior e menor de seu Comando ou tripulando os navios que a constituírem.

Esta medalha, que repousa sobre uma âncora com a respectiva boça ostenta no anverso a figura quimérica do leão marinho em atitude agressiva simbolizando os mares onde a Fôrça Naval do Nordeste lutou para assegurar a integridade da honra da Pátria. No reverso a legenda Fôrça Naval do Nordeste-1942-1945.

Por meio de um passador adornado com dois golfinhos estilizados, a medalha pende uma fita branca, com duas listas verdes.

As passadeiras correspondentes as medalhas de ouro e prata será fixada uma pequena palma do metal em que a medalha for cunhada. A medalha de ouro será usada pendendo de um colar de fita preso ao pescoço. 

As demais serão presas ao peito, do lado esquerdo.

A concessão da Medalha Fôrça Naval do Nordeste era feita de acordo com o seguinte critério:

a) Ao oficial que comandou a F.N.N.E. durante a 2ª Guerra Mundial - será conferida a medalha de ouro.

b) Ao chefe do Estado Maior da FNNE e aos comandantes dosnavios que a constituiram serão conferidas medalhas de prata.

c) Aos oficiais e praças que, designados para servir na FNNE, efetivamente prestaram serviços de guerra, quer embarcados em seus navios como membros que sua tripulações, quer servindo nos Estados Maior e menor do Comando da Fôrça - serão conferidas as medalhas de bronze. 

FNS

Criada pelo Decreto 35586 de 2 de junho de 1954 era destinada a rememorar os serviços que aquela Fôrça Naval e o Grupo Patrulha do Sul prestaram ao Brasil durante a Segunda Guerra Mundial e a ser concedida aos oficiais e praças que nela efetivamente serviram, nos Estados Maior e menor de seu comando ou tripulando os navios que a constituiram.

Esta medalha, que repousa sobre uma ancora com a respectiva boça ostenta no anverso a figura quimérica do leão marinho em atitude agressiva, simbolizando os mares por onde a Força Naval do Sul lutou para assegurar a integridade da honra da Pátria. No reverso, a legenda FORÇA NAVAL DO SUL 1942 a 1945.

Por meio de um passador adornado com dois golfinhos estilizados, a medalha pende de uma fita formada de três listas iguais, sendo branca a do centro e azuis as dos extremos. Na lista branca, há duas verdes igualmente afastadas das bordas. 

A concessão da Medalha Fôrça Naval do Sul era feita de acordo com o seguinte critério:

a) Ao oficial que comandou a F.N.S.. durante a 2ª Guerra Mundial - será conferida a medalha de ouro.

b) Ao chefe do Estado Maior da FNS e aos comandantes dos navios que a constituiram, serão conferidas medalhas de prata.

c) Aos oficiais e praças que, designados para servir na FNS, efetivamente prestaram serviços de guerra, quer embarcados em seus navios como membros que sua tripulações, quer servindo nos Estados Maior e menor do Comando da Fôrça - serão conferidas as medalhas de bronze. 

À esquerda, a FNS em bronze (mais rara) e à direita, a FNNE, também em bronze.



CITAÇÃO DE COMBATE - TENENTE JOSÉ GONÇALVES

“RECOMENDAÇÃO PARA CONDECORAÇÃO – 6° REGIMENTO DE INFANTARIA – 

É recomendado JOSÉ GONÇALVES, identificado sob o número 2G 62974, 1
° tenente R/2, do 6° Regimento de Infantaria, da Arma de Infantaria, natural de São Paulo, Capital, a ser recompensado com a Medalha de Combate de 1a Classe. II – No ataque nosso e contra-ataque alemão à região de Sommocolonia demonstrou ser dotado de bravura e coragem, aliados a forte moral, quando combateu com elementos inimigos de tropa “S.S.” a uma distância de 15 metros quando a todo custo, o inimigo pretendia ocupar as posições de seu pelotão. O tenente GONÇALVES só se retirou depois do esgotamento de todos os seus meios e quando para isso recebeu ordem. Na cota 702, na região do morro SOPRASSASSO, no golpe de mão efetuado àquela cota destacou-se pela bravura e audácia, ao receber uma forte concentração de fogos de morteiros e armas automáticas inimigas, apesar de seu pelotão ter tido inúmeras baixas entre mortos e feridos, o tenente GONÇALVES ainda tentou cumprir a sua missão por duas vezes, só se retraindo depois de verificar ser humanamente impossível continuar e depois de receber ordem de regressar. Na região de BOSCACCIO, pela coragem e bravura com que colocou em posição seu pelotão, num momento crítico para o batalhão, dando provas de sua excepcional bravura, o referido oficial não se intimidou perante a grave situação que aquela posição oferecia, incentivando sempre pelo seu exemplo todos os seus comandados. Na ofensiva da primavera, transpondo os terrenos mais variados possíveis, sempre à frente de seus homens, enfrentando a grande fadiga, bombardeios inimigos, revelou bravura, espírito de sacrifício, desprendimento e amor à responsabilidade.”

A História desse herói, e dos bravos de seu pelotão, é contada no livro Irmãos de Armas. lançado em 2005. Os autores são o próprio veterano e o historiador Cesar Campiani Maximiano.

Com a receita da obra destinada integralmente à Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, 'Irmãos de Armas' é um relato fiel da trajetória de um dos muitos pelotões de infantaria que formaram a Força Expedicionária Brasileira na Campanha da Itália, entre 1944 e 1945. 

Reunindo diversos documentos raros do acervo pessoal do ex-tenente José Gonçalves, como seu diário de campanha, correspondência pessoal, jornais de trincheira, mapas, ordens de combate, dezenas de fotografias inéditas e entrevistas com integrantes do pelotão, o livro nos apresenta a história da FEB a partir do ponto de vista dos oficiais subalternos e praças, que enfrentaram a parte mais dura da guerra, em contato constante com o inimigo nas posições de front. 'Irmãos de Armas' é uma obra de grande valor histórico, pois mostra os fatos como ocorreram, com fidelidade, na visão de dois autores que se complementam, o ex-tenente José Gonçalves, comandante do pelotão de fuzileiros na campanha da FEB na Itália, um oficial competente, humano e preocupado com o seu pessoal, e o historiador César Campiani Maximiniano, preocupado com o lado documental e com a contribuição histórica da narrativa.



Para quem gosta da história da FEB, fica a dica, pois este é um dos melhores livros que há por ai sobre o tema, só superado pelo Barbudos, sujos e fatigados, já comentado aqui (na minha opinião).

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

ARTIGO RECÉM PUBLICADO: Morte no Mediterrâneo: O Pelotão de Sepultamento da Força Expedicionária Brasileira e suas práticas

Artigo interessante, por tratar de um tema pouquíssimo explorado pela historiografia da FEB.

Por Francisco César Ferraz e Adriane Piovezan.

In: Revista Diálogos Mediterrânicos, n.3, 2012.
ISSN 2237-6585

Resumo

A morte massiva, durante uma guerra, requer o funcionamento de uma unidade especialmente designada para recolher, identificar e sepultar os mortos de suas forças armadas, bem como encaminhar aos familiares seus objetos e pertences. No Teatro de Operações do Mediterrâneo da Segunda Guerra Mundial, a Força Expedicionária Brasileira (FEB) organizou uma unidade para esses fins, o Pelotão de Sepultamento (PS). O objetivo deste artigo é discutir o papel desempenhado pelo PS nas ações da FEB.A partir da coleta e sistematização dos relatórios realizados por esta unidade,pode-se estabelecer a relação da instituição com o tratamento do soldado morto, já que cada um possuía um relatório individual com dados sobre as condições de morte, de recolhimento dos corpos, da religião, dos objetos encontrados em seu cadáver. Também é possível identificar as devoções pessoais de cada soldado através dos objetos religiosos encontrados em seus corpos após as ações de combate. Ocasionalmente, são feitas comparações com os procedimentos dos aliados norte-americanos para as mesmas situações, uma vez que a unidade brasileira reproduziu, organizacionalmente, a de seus irmãos-em-armas.

O artigo, na íntegra, pode ser baixado no link:

http://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/55

Enviado por Gustavo Lima.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A HISTÓRIA DA FEB ESTÁ ESPALHADA POR AI....

Eis uma prova de que as peças que contam um pouco da história da FEB ainda estão espalhadas por ai, sem sequer as pessoas saberem.

Esta caixa de metal do Exército, assim anunciada por um antiquário do Rio, nada mais é que uma canastra para transporte de medicamentos e outros itens do pessoal do serviço de saúde da FEB, usada, em grande parte, na Itália.

Para quem gosta de materiais da FEB, tem que estar sempre atento, pois as oportunidades podem aparecer em qualquer lugar.

Segue uma imagem:





CARLOS SCLIAR, UM FEBIANO ILUSTRE

"Carlos Scliar nasceu em Santa Maria da Boca do Monte - RS, em 21 de junho de 1920, tendo falecido no Rio de Janeiro - RJ, em 28 de abril de 2001. Foi um destacado desenhista, gravurista, desenhista, pintor, entre outros.

Gravurista por opção, apaixonou-se pela serigrafia, em cuja técnica desenvolveu várias séries. Aliás, uma das importantes características de Carlos Scliar era a sua capacidade de inovar, buscando novos materiais que lhe servissem de base e técnicas as mais variadas, desde têmpera até o acrílico, passando pelas artes gráficas. 

Em 1943, foi convocado para a (FEB), tendo seguido para o Rio de Janeiro. Nessa ocasião, conheceu a pintora Maria Helena Vieira da Silva e seu marido, o pintor Arpad Szenes, que se encontravam no Brasil como refugiados de guerra.

Em 22 de setembro de 1944, seguiu para a Itália com o 2º Escalão da FEB, comandado pelo general Cordeiro de Farias, voltando em 28 de julho de 1945. Ao retornar, trouxe consigo profundas recordações de sua passagem pelos campos de batalha. Observador atento, desenhou casas e imagens do norte da Itália, formando a série "Com a FEB na Itália", exibida no Rio de Janeiro, em São Paulo e Porto Alegre. Também retratou a si mesmo e a outros companheiros fardados."

Na FEB, Scliar foi incorporado ao I Grupo do 1º Regimento de Obuses Auto Rebocados, tendo recebido a identidade Nr 1-G 286702. Retornou junto à Tropa do QG da FEB.

 Scliar em uniforme de brim, tipicamente usado pelo Exército brasileiro, na década de 40. Foto tirada em 1944.
Uma das obras de Scliar, feita no Teatro de Operações, mais precisamente em Porreta Terme, em 1945.

Fontes:
http://www.carlosscliar.com/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Scliar


CORAÇÃO BRASIL EM USO NA ITÁLIA

Esta foto, encontrada na internet, serve como prova para alguns colecionadores incrédulos de que os corações brasil (modelos não convencionais) também foram usados na Itália.

Esta foto foi tirada em 1945, momento em que o General Mascarenhas entregava a medalha de guerra a alguns Oficiais, entre eles o Capitão Tácito Thephilo Gaspar de Oliveira, o que ostenta o coração brasil referenciado no parágrafo anterior.

Foto encontrada no site mauxhomepage

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

NOVO DOCUMENTÁRIO SOBRE OS FEBIANOS

Surge mais um documentário sobre a FEB, desta vez sobre os saídos da cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro.
O nome do autor é Victor Reis , jornalista e diretor cultural, residente na cidade de São Paulo.

Vou repassar suas próprias palavras:

"Fiz esse filme com muito carinho e respeito pelos Febianos que passam por um momento muito delicado , com o possível fechamento do Museu e da associação da FEB dessa cidade (Petrópolis) por falta de verbas. 

O filme, que na verdade é um documentário, é dividido em 3 partes e envio a primeira que está finalizada. 

Nessa primeira parte visito a casa de um ex soldado de 90 anos, o senhor Natalino, que lutou no front nas batalhas de Montese e Monte Castelo, converso com sua família , e mostro cenas das comemorações em homenagem aos Febianos no desfile de 7 de setembro.

Nas outras partes abordo os problemas pelos quais passa a Associação , contando mais histórias inusitadas dos heróis da cidade, visito o Museu da FEB , converso com convidados e apoiadores e vou a uma homenagem aos ex combatentes oferecida pela Prefeitura de Petrópolis , onde converso com o Prefeito da cidade e a secretaria de Educação.

Espero que gostem, compartilhem e divulguem esse trabalho; 
estou à disposição para levar o filme e exibi-lo por completo em associações , museus e centros culturais e resgatar essa memória pouco divulgada na mídia e nas escolas.

um grande abraço a todos e se puderem me add no Facebook,
entrem em contato :D

 --- meu face ---- Victor Reis Aleixo https://www.facebook.com/victor.r.aleixo

filme : Histórias da FEB -