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terça-feira, 30 de outubro de 2012

PANFLETO - MEDIDA PASSIVA CONTRA-ESPIONAGEM


ARTIGO - O COTIDIANO DAS ENFERMEIRAS DA FEB NA ITÁLIA

Fuçando na internet, dá para descobrir bastante coisa interessante por ai. Nosso amigo Gustavo Lima sempre nos brinda com novos achados, mesmo esse, que fora publicado em 2005.

Segue o resumo deste artigo:

O COTIDIANO DAS ENFERMEIRAS DO EXÉRCITO NA FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA (FEB) NO TEATRO DE OPERAÇÕES DA 2ª GUERRA MUNDIAL, NA ITÁLIA (1942-1945)

Margarida Maria Rocha Bernardes1
Gertrudes Teixeira Lopes2
Tânia Cristina Franco Santos3
Bernardes MMR, Lopes GT, Santos TCF. 

O cotidiano das enfermeiras do exército na força expedicionária brasileira (FEB) no teatro de operações da 2ª Guerra Mundial, na Itália (1942-1945). Rev Latino-am Enfermagem 2005 maio-junho; 13(3):314-21.

Estudo histórico-social, tem como objetivo analisar os desafios cotidianos enfrentados pelas enfermeiras do Exército no Teatro de Operações da 2ª Guerra Mundial, na Itália. Utilizou-se como fontes primárias três fotografias da época e depoimentos de nove enfermeiras que estiveram no conflito. As fontes secundárias constituíram-se do acervo literário referente ao assunto. Utilizou-se conceitos do sociólogo Pierre Bourdieu para apoiar a discussão. Os resultados evidenciaram que as enfermeiras enfrentaram os desafios do cotidiano na guerra e adaptaram-se às adversidades dos acampamentos/enfermarias. Conclui-se que o cotidiano das enfermeiras, nesse cenário, ao tempo que as levou ao enfrentamento de barreiras, propiciou a apreensão de novas culturas e tecnologias.

DESCRITORES: história da enfermagem; trabalho; enfermagem; prática profissional.

Apesar de ter alguns pontos um pouco diferentes de artigos escritos por acadêmicos de história, é interessante visualizar o ponto de vista de uma revista especializada em enfermagem.

Artigo completo disponível em: http://redalyc.uaemex.mx/src/inicio/ArtPdfRed.jsp?iCve=281421844005

Fonte: www.hmmb.com.br/forum

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

terça-feira, 9 de outubro de 2012

ALUNOS ENTREVISTAM FEBIANO

09 de Outubro de 2012

Alunos entrevistam ex-combatente

Concurso de entrevistas promovido pela Associação Mundial de Jornais revelou a trajetória de vida de Alfredo Klas, um veterano expedicionário.


A entrevista com Alfredo Klas aconteceu na biblioteca do Colégio Eurico, momento que ficou na memória dos jovens que o entrevistaram

Nascido em 30 de setembro de 1915, ele enfrentou a guerra, problemas civis e militares. Tornou-se advogado, professor e escritor. Foi músico e político. O ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira (FEB), Alfredo Bertoldo Klas, acumula 22 condecorações recebidas, 97 anos de idade, uma esposa, três filhos, nove netos, treze bisnetos e quatro trinetos. Ele compartilha, nesta entrevista, experiências de sua trajetória e dá para a juventude com a sabedoria de quem faz parte da história de seu país.

Colégio Eurico: O senhor entrou no exército muito jovem. Como aconteceu?
Alfredo Bertoldo Klas: Antigamente, quando o rapaz completava 18 anos ele tinha que ir para o quartel ou tirava o certificado em um curso de tiro ao alvo para guerra. Eu fiz o curso e depois entrei para o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva no Exército Nacional, de onde saí como aspirante. Depois de noventa dias fui promovido ao posto de 2º tenente. Em 1943, fui promovido a 1º tenente. Em 1946, me tornei capitão, mas eu deixei os serviços militares no mesmo ano.

CE: Você sabia como era a guerra?
Klas: Eu sabia como era a guerra, mas estar lá e presenciar a guerra é muito diferente. O navio que nos levou para a Itália tinha 208 metros de comprimento e levava 5.300 soldados. Era um pequeno inferno. A guerra é uma escola para as pessoas que querem aprender a importância da vida. Lá, eu vi cidades sendo destruídas, pessoas sem casa, com fome e sentindo humilhação. Isso é a guerra.

CE: Como foi deixar sua família, seu lar e sua cidade para servir ao país?
Klas: Eu já era casado e tinha dois filhos quando fui para a guerra. Eu lembro que quando estava subindo a escada do navio olhei para trás e me perguntei: “Será que voltarei?” Foi triste, mas eu tinha um objetivo e precisava cumpri-lo. Mas, sabe, eu senti que Deus estava comigo lá o tempo todo, é por isso que eu estou vivo depois de testemunhar tanta brutalidade que costumávamos ter lá (emociona-se).

CE: Conte-nos um pouco sobre a época em que era criança e os melhores momentos que ficaram na sua memória.
Klas: Nasci em uma fazenda. Minha família não era rica, porém muito feliz. Eu lembro de um dia que meu pai saiu a cavalo, pois não tínhamos carro, e voltou com um violino. Ele me disse: “Meu filho, você vai estudar música”. E eu estudei. Depois, já adulto, entrei para a Orquestra Sinfônica de Ponta Grossa e cheguei a ser presidente por nove vezes. Naquela época, esta era a maior orquestra amadora do Brasil, com sessenta músicos.

CE: E sobre a escola. O senhor era um bom aluno?
Klas: A escola era muito diferente do que é hoje. Existe uma coisa que é impossível de esquecer: a régua. Os alunos levavam muitas réguadas na palma da mão, o que não foi o meu caso porque eu sempre respeitei o professor. Hoje, o professor não tem o respeito dos alunos. Até hoje guardo uma foto do dia 7 de setembro onde aparecem o meu velho professor e os pais das outras crianças da escola.

CE: O senhor também foi advogado. Poderia nos contar um pouco dessa etapa de sua vida?
Klas: Eu me formei em Direito em 1938 e por cinquenta anos atuei na defesa de pessoas carentes. Depois disso entrei para a Universidade Estadual de Ponta Grossa para lecionar a disciplina Estudos de Problemas Brasileiros, onde fui coordenador da disciplina e chefe do Departamento de História. Também fui presidente da comissão para a construção do campo de esportes, interventor do Centro Psicotécnico e diretor do Museu Campos Gerais.

CE: Como o senhor avalia a educação atualmente comparada ao tempo em que o senhor lecionava?
Klas: Nós precisamos recuperar o valor do aprendizado porque os professores, hoje, fazem parte de uma classe desprotegida e mal-remunerada. Alguns políticos, na véspera das eleições, prometem melhorar a saúde, segurança e educação, mas só prometem e não cumprem. Esta é a atual situação da educação no nosso país.

CE: O senhor se tornou escritor. Por quê?
Klas: Porque eu tinha o desejo de contar o que realmente aconteceu na guerra. O meu primeiro livro foi “A verdade sobre Guanella: um drama da FEB”. Ele estava pronto em 1956, porém, não pude publicar devido à censura da época. Em 2002, cinquenta anos depois, eu publiquei. Meu segundo livro, “A verdade sobre Abetaia: drama de sangue e dor no 4º ataque da FEB ao Monte Castello”, foi publicado em 2005.

CE: O senhor tem alguma mensagem para deixar aos jovens?
Klas: Eu diria que devem aprender para saber, saber para fazer coisas boas, usar a inteligência, a capacidade e a formação, e elevar Deus acima de tudo. O progresso, nossa pátria e a família são as bases da sociedade. Fortaleça seus ideais para que seja o instrumento de fortalecimento dos ideais morais, cívicos e educacionais que irão influenciar o destino do país, a nossa casa. Nós devemos trabalhar pela nação, pelo povo e por nós, para sermos felizes.

A entrevista

O trabalho foi produzido por: Ana Otávia dos Santos, Erik Kremes Lara, Mainara de Oliveira, Maria Rita Ribeiro, Paola Doim e Renan de Moura, sob orientação dos professores João Amauri Palhado e Sanny Duarte, do Colégio Estadual Eurico Batista Rosas (Carambeí-PR), para o concurso mundial ‘A Entrevista dos Meus Sonhos - Um festival global de reportagens feitas por jovens sobre histórias de sucesso’, promovido pela Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA), em maio deste ano. Saiba mais no site http://www.vamoslerjornaldamanha.com.br.

Enviado por Gustavo Lima.
Fonte: www.hmmb.com.br/forum

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

LISTAGEM DOS MORTOS NÃO IDENTIFICADOS DA FEB

No MNMSGM há várias informações para os visitantes, espalhadas por todos o monumento. Na parte de baixo, ao lado da cripta, há uma parte da parede onde se encontra a lista dos febianos desaparecidos em ação.

Na lista, aparecem 16 militares, sendo seis do Regimento Ypiranga e dez do Regimento Sampaio, não por acaso, todos da arma de infantaria.

Foram cinco sargentos e onze cabos/soldados.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ESPADA DE OFICIAL E BUSTO DO MARECHAL MASCARENHAS DE MORAES - MNMSGM

Perambulando pelo MNMSGM, no aterro do Flamengo, descobri que a espada de Oficial do Marechal Mascarenhas de Moraes está guardada naquele Monumento.

Junto à espada, encontram-se um busto e, ainda, o bastão de comando da FEB. A espada de General do mesmo militar foi mostrada no ano passado, aqui neste espaço.

A espada mostrada aqui foi usada, também, pelo filho e pelo neto do Marechal Mascarenhas.