COMPRO MATERIAL DA FEB: JULIOZARY1997@GMAIL.COM

segunda-feira, 25 de junho de 2012

FALECEU O DETENTOR DO BASTÃO DE COMANDO DA FEB

Fonte: http://www.cml.eb.mil.br/eventos/falecimento.pdf Rio de Janeiro – O General de Brigada Ruy Leal Campello, detentor do Bastão de Comando da Força Expedicionária Brasileira (FEB), faleceu no Rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 2012, às 22h na Clínica São Carlos na Rua Humaitá, em Botafogo. Ele deixou 1 filha, 2 filhos, 6 netos e 2 bisnetas aos 95 anos de idade. O General de Brigada Campello teve uma trajetória militar impecável. Recebeu o Bastão da FEB em outubro de 2009, devido ao falecimento do Marechal Levy Cardoso, antigo detentor do bastão, em 13 de maio do mesmo ano. O Bastão de Comando foi passado ao próprio em uma solenidade realizada no Monumento Nacional aos Mortos da 2ª Guerra Mundial (MNMIIGM). Até meados de 2009, o General participou da Presidência do Conselho Deliberativo da Associação Nacional dos Veteranos da FEB (ANVFEB). O General Campello residia na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Laranjeiras e sempre participou das principais solenidades militares realizadas pelo Comando Militar do Leste (CML). Ele escreveu o livro “Um Capitão de Infantaria da FEB” - Biblioteca do Exército Editora - 1999, e um capitulo do livro “Soldados que Vieram de Longe” - AHIMTB 2008 (I. Blajberg). A origem de sua vida castrense Nascido na Cidade do Rio Grande/RS, em 16 junho de 1917, o General-de-Brigada Campello formou-se na então Escola Militar do Realengo em 28 de abril de 1938, quando foi declarado Aspirante-à-Oficial da arma de Infantaria do Exército Brasileiro. Na Força Expedicionária Brasileira, o General Campelo foi subcomandante como 1º Tenente da 5ª Companhia do 1º Regimento de Infantaria – Regimento Sampaio, embarcando com a FEB para os campos de batalha na Itália em 27 de setembro de 1945. Regressou ao Brasil em 22 de agosto de 1945. Participou da Força de Emergência das Nações Unidas (FENU), o “Batalhão Suez”, no Egito. Foi promovido ao posto de Capitão, permanecendo no Regimento Sampaio no comando da mesma companhia. Após concluir o curso de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), foi para a 3ª Divisão de Cavalaria, em Bagé-RS, servindo depois no Quartel General da Zona Militar do Leste (I Exército), de 1955 a 1957, de onde foi para o Curso de Infantaria da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO), sendo instrutor do curso de infantaria em 1957. Integrou o “Batalhão Suez” indo depois para o Estado-Maior da 1ª Divisão de Infantaria, no Rio de Janeiro. Em 1959, serviu novamente no Quartel General do I Exército sob o comando do General Odylio Denys. Logo em seguida, ele passou para o Gabinete do Ministro da Guerra, com a ascensão do General Denys a esse cargo (1960 a 1961). Promovido ao posto de Major (oficial superior) por merecimento em 25 de abril de 1953. Pertenceu ao Estado-Maior do Exército. Em abril de 1964 passou a integrar a 2ª Seção do Estado-Maior da 1ª Divisão de Infantaria, comandada pelo General Orlando Geisel, vindo, a partir de maio, para o Gabinete do Ministro Costa e Silva. De 1966 a 1968 comandou o Regimento Sampaio. Em seguida foi para a Chefia da 3ª Seção do I Exército e daí para o Gabinete do Ministro Orlando Geisel, de onde saiu para a Comissão Militar Brasileira em Washington-EUA. No retorno ao Gabinete do Ministro, em 1973, foi promovido a General-de-Brigada. Nesse posto exerceu os seguintes cargos: Diretor de Movimentação, Comandante da 8ª Brigada de Infantaria Motorizada e Diretor do Pessoal Civil. Deixou o serviço ativo em 1978. Suas principais condecorações Dentre as condecorações que lhe foram outorgadas por sua participação na FEB destacamse: Cruz de Combate de 2a Classe, Medalha de Campanha, Medalha Militar de Platina, Medalha de Guerra, Medalha do Pacificador, Medalha da Força de Emergência da Organização das Nações Unidas e Cruz ao Valor Militar (Itália). O histórico sobre o Bastão da Força Expedicionária Brasileira Por vontade expressa do Marechal Levy Cardoso, antigo detentor, o Bastão de Comando da FEB ficou sob a guarda do Monumento Nacional aos Mortos da 2ª Guerra Mundial (MNMSGM), encontrando-se em uma urna de madeira envidraçada, na posição vertical, encimada pelo busto do Marechal Mascarenhas de Moraes, Comandante da FEB, à entrada do Mausoléu no andar térreo. O Bastão esteve sob a guarda da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército, de onde era conduzido para eventos especiais e cerimônias militares, quando ficava de posse do Marechal Levy Cardoso enquanto viveu. A título de curiosidade, o próprio Marechal Mascarenhas não utilizou o bastão, visto que faleceu antes da instituição deste símbolo pelo Exército. Os Marechais Cordeiro de Farias e Machado Lopes foram os primeiros detentores do Bastão de Comando da FEB. O Bastão é considerado símbolo de autoridade e insígnia de Comando que vem de tempos remotos. Em campanha, as batalhas só se iniciavam quando o monarca ou o General-em-Chefe fazia o sinal com o bastão. Para a confecção do Bastão de Comando do Exército Brasileiro foi escolhido o "paubrasil", por se tratar de madeira que gerou o nome de nosso País poucos anos após o descobrimento. Esse Bastão é de posse exclusiva dos Oficiais-Generais da ativa. Seu uso é obrigatório para os Oficiais-Generais em função de Comando; facultativo para os demais, mas, obrigatório nas cerimônias militares. Fonte da foto: http://darozhistoriamilitar.blogspot.com.br/2009/10/noticia-general-ruy-campello-e-onovo.html Enviado por Gustavo Lima. Disponível em: www.hmmb.com.br/forum

sexta-feira, 22 de junho de 2012

ARMAS AUTOMÁTICAS - FEB X WEHRMACHT

Filme propaganda de época editado pelo US Army, com a finalidade de mostrar a superioridade das armas automáticas utilizadas pelos aliados, quando comparadas à armas alemãs.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A ÚLTIMA ÁREA DE OPERAÇÕES DA FEB - O VALE DO PÓ

Em muitos dos livros que lemos sobre a FEB, principalmente aqueles que relatam os momentos finais da guerra na Europa, há o tal do vale do Pó. Vamos, no presente post, tentar fazer uma caracterização daquela área, a que foi a última em que a FEB atuou na Itália, em abril de 1945.
O Vale do Pó é uma importante área geográfica do norte da Itália. Estende-se por cerca de 650 km na direção leste-oeste, com uma área de aproximadamente 46.000 km², que vai desde os Alpes Ocidentais até o Mar Adriático. As planícies de Veneto e Friuli são muitas vezes consideradas à parte, uma vez que não drenam para o rio Po, mas elas efetivamente fazem parte da mesma planície.

 
As altitudes do vale do rio Po e seus afluentes variam de aproximadamente 4 m abaixo do nível do mar, na sub-região Polesine (delta em torno de Ferrara), para cerca de 2.100 m, na província de Cuneo. 
O vale é atravessado por uma série de afluentes que descem dos Alpes, ao norte, e dos Apeninos, ao sul. Principais afluentes são: Tanaro, Scrivia, Trebbia, Panaro e Sercchio, ao sul; Dora Riparia, Dora Baltea, Sesia, Ticino (drenagem do Lago Maggiore), Adda (drenagem Lago de Como), Oglio (drenagem do Lago Iseo) e Mincio ( drenagem do lago Garda), ao norte.
  
A imagem acima mostra claramente o vale em meio às duas cadeias montanhosas. Foi naquele local que as cambaleantes divisões alemãs, após terem as suas linhas defensivas quebradas a partir da Operação Encore, realizaram deslocamentos acelerados para fugir ao cerco dos aliados. A destinação daquelas divisões era o passo de Brenner.
   
O passo de Brenner (em alemão: Brennerpass; italiano: Passo del Brennero) é uma passagem através montanha nos Alpes, ao longo da fronteira entre a Itália e a Áustria. 
É o mais baixo dos desfiladeiros alpinos, e um dos poucos na área. A passagem das divisões alemãs por aquele desfiladeiro permitiria uma reorganização de forças na Áustria ou, ainda, na própria Alemanha. Os próprios Alpes seriam aproveitados para realizar mais uma linha defensiva dentro da Itália. 
Pelo menos poderiam organizar uma ação retardadora para o avanço aliado em direção ao norte. Atualmente, a estrada E 45 atravessa o referido desfiladeiro. Retornando ao assunto em pauta, o vale do Pó, para os exércitos aliados, caracterizou o clímax da longa e sangrenta campanha italiana, marcada pelo avanço lento e árduo sobre terreno acidentado, em tempo ruim, contra um inimigo determinado. 
Em abril de 1945, fatores como o terreno, o tempo, a experiência de combate e a liderança militar aceleraram a destruição ou captura das forças do Eixo naquele Teatro de Operações, completadas em 2 de Maio de 1945.    
No esquema de manobra acima, nota-se a FEB (BEF no mapa) à esquerda, como parte do 5 Exército americano. Foi nessa última fase das operações que a FEB realizou uma das suas principais façanhas: a captura da 148 Divisão de Infantaria alemã.
  
O cerco realizado pelos exércitos aliados no vale do Pó certamente acelerou a derrocada final da Alemanha, em 1945. A interdição do deslocamento de várias divisões, através da Áustria, pôs fim à guerra dias antes da rendição incondicional da Alemanha. 
O vale do Pó marcou o fim das operações da FEB na Itália, coroando de pleno êxito a atuação da 1 Divisão de Infantaria Expedicionária no além-mar. Fontes: http://www.reddog1944.com/45-4-8_Vo_Sinistro.htm http://www.history.army.mil/brochures/po/72-33.htm http://en.wikipedia.org/wiki/Po_Valley

quarta-feira, 20 de junho de 2012

SITUAÇÃO MILITAR DO PAÍS PRÉ-FEB E ATUAL

Relendo o livro Depoimento de Oficiais da Reserva sobre a FEB (1949), nota-se que alguns problemas anteriores à criação da FEB, e que foram corretamente identificados no pós-guerra, são recorrentes. 
Vamos utilizar algumas passagens do livro para exemplificar nosso intento. Este blog não tem a pretensão de abordar tudo acerca do assunto, longe disso, mas faz-se necessário traçar alguns paralelos entre a situação das Forças Armadas brasileiras, particularmente a do Exército, no período da década de 1940 e a atual. 
O término da Primeira Guerra Mundial, aquela que ficou conhecida como a guerra para acabar todas as outras, foi, na verdade, o estopim para o início da Segunda, menos de duas décadas depois.  
As tentativas de se ter um mundo utópico, livre de armamentos, onde os países viveriam em paz, e o homem trabalhando em um mundo inspirado nas quatro liberdades fundamentais, fracassaram. E essa situação perdura atualmente, mesmo sendo muito difícil a ocorrência uma guerra total, como aquelas de 1918 e 1945. 
Há possibilidades reais de que o solo brasileiro venha a ser atacado um dia, mesmo o Brasil sendo um país pacífico por natureza. Por que? Porque a situação atual do mundo não reflete mais antagonismos de ideais políticos ou ufanistas, mas econômicos e até de sobrevivência da própria humanidade, tais como o caso da água potável e do petróleo do pré-sal. Por acaso, o Brasil possui amplas reservas de ambos.  
Situações como a da guerra das Malvinas (1982) mostram que os países pendem para o lado que convém mais aos seus interesses. Naquele evento, os Estados Unidos da América apoiaram militarmente o Reino Unido, contrariando a mais tradicional coluna de sustentação da política externa americana, a Doutrina Monroe. 
Aquela podia ser sintetizada pela máxima: “A América para os americanos”, e ainda afirmava que o continente americano não poderia ser susceptível à colonização por nenhuma potência européia. Foi o marco inicial do pressuposto sobredito.   
O cenário atual é diferente daquele da década de 1940, porém, mesmo com os aprendizados de outrora, é necessário dizer que a preparação militar do país é insuficiente para a autodefesa, como fora antes de 1944. Vejam bem, não estamos nem falando em forças de ataque, apenas nas de defesa das fronteiras. Voltando à Primeira Grande Guerra, há de se lembrar que os grandes vencedores foram os Estados Unidos, o Reino Unido e a França. Pois bem, a partir do término daquele evento, o Exército Brasileiro, acertadamente, contratou a Missão Militar Francesa, de forma a atualizar o ensino e o preparo da Força Terrestre.  
Como é sabido, o sistema militar francês tornou-se obsoleto por ocasião da Segunda Guerra, haja vista que a Alemanha demorou cerca de apenas 3 semanas para conquistar todo o território do país vizinho. 
Foi naquele contexto de preparo desatualizado que foi organizada a Força Expedicionária Brasileira. Os pormenores dessa organização serão assunto de uma outra matéria. Mas há de se comentar que a preparação e a reorganização da tropa ficara, novamente, nas mãos de estrangeiros. Daquela vez, foram os americanos. 
Um dos dilemas sobre o preparo do Exército para as ameaças existentes, tanto naquela ocasião quanto agora, é o de se manter ou não serviço militar obrigatório. Na década de 1940, a estadia de um homem nos quartéis era dispendiosa e inútil, pois a instrução era deficiente, como já citado, e ainda havia a completa falta de padronização de armamentos e existência de munições para treinamentos. Já se cogitava, a partir de 1949, que poderia ser trocado o serviço militar obrigatório por um exército profissional. Este sim, estaria preparado e apto a defender os interesses do País, a despeito do efetivo reduzido.  
A transformação supra traria soluções para o Exército a curto/médio prazo, mas traria problemas a longo prazo, em caso de guerra. Atualmente, mais de 100000 brasileiros ingressam no Exército todos os anos. Essa quantidade de homens formam a massa da reserva, no caso de uma necessidade futura, como o caso de uma guerra extensa. O término do serviço militar obrigatório reduziria drasticamente a referida reserva.  
Por outro lado, mantendo-se os investimentos nas Forças Armadas, o efetivo menor permitiria a profissionalização. Haveria maior quantidade de munição por homem, reaparelhamento, rearmamento, etc. Assim, mesmo com efetivos reduzidos, haveria melhores condições de se defender os interesses do País. O Exército Brasileiro possui, atualmente, doutrina própria, mas ainda fica a mercê da tecnologia importada.  
Para suplantar deficiências das Forças Armadas em geral, faz-se necessário, por exemplo, completar o projeto do submarino nuclear, o projeto do caça FX2, entre tantos outros. 
Há a necessidade de se reorganizar a indústria bélica brasileira. A ENGESA faliu ainda na década de 1990. Quanto a isso, houve um certo progresso, pelo menos quanto ao planejamento da defesa brasileira. A Estratégia Nacional de Defesa traçou metas no intuito de, a médio e longo prazos, suprir as necessidades descritas acima. Resta saber se estas serão realmente realizadas. 
Como conclusão, infere-se que quando as exigências políticas impuserem uma resposta armada do Brasil, provavelmente as Forças Armadas tardarão a responder, como ocorrido na Guerra do Paraguai e na Segunda Grande Guerra. Resta saber se haverá tempo hábil para isso.... a sociedade brasileira deve ter ciência de sua segurança nacional. 
Ainda, cabe salientar que o homem brasileiro sempre superou-se em todas as situações difíceis. Seja em Montese ou nas dezembradas, o soldado brasileiro cumpriu com o seu dever, escrevendo páginas no grande livro da história do Brasil. Cabe ao país, atualmente, dar as melhores condições para que ele cumpra suas novas missões. A história se repete. Cabe relembrar o que os Oficiais da reserva da FEB levantaram, ainda em 1949.

terça-feira, 19 de junho de 2012

MAIS UMA MEDALHA SOUVENIR ROMULO E REMO

Eis mais uma medalha souvenir de Roma, com a figura da loba com os meninos Romulo e Remo, da lendária criação da cidade eterna. Agradecemos ao nosso amigo Henrique Moura pela colaboração.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sul-matogrossenses que combateram Hitler podem perder Associação

MS JÁ - Mato Grosso do Sul - atualizado às 11:07h - sábado, 16 de junho de 2012 A Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira/Mato Grosso do Sul- ANVFEB/MS - está com dívidas de mais de R$ 35 mil por conta do não pagamento de Imposto Predial Territorial Urbano – IPTU e pode ter a sede tomada pela prefeitura de Campo Grande. Para coimpletar, os associados não tem como saldar a dívida. A Associação é formada por ex-soldados sul-mato-grossenses que combateram o nazismo e o fascismo de Hitler e Mussolini, respectivamente, durante a Segunda Guerra Mundial (1944-45). Há menos de 10 filiados na Associação, são todos idosos octagenários com rendimentos baixos que não podem ser comprometidos com o pagamento das dívidas. Há, também, filhos de ex-combatentes que ajudam a manter viva a história do Estado frente o combate dos regimes autoritários europeus das décadas de 30 e 40, mas eles também não possuem recursos suficientes para quitar as dívidas da associação. O MS na guerra Quando teve início a Segunda Guerra Mundial, em 1939, o Brasil permaneceu neutro, até que, em 1942, navios alemães afundaram dezenas de embarcações de transporte de passageiros nas costas brasileiras, levando o então presidente Getúlio Vargas a entrar na guerra ao lado de Estados Unidos, União Soviética e Inglaterra. Soldados de todo o Brasil foram mobilizados, mais de 25 mil no total. Mato Grosso do Sul, que ainda era Mato Grosso na época, mandou soldados para todas as funções da guerra, desde a artilharia até a infantaria. Um Regimento de Engenharia de Combate foi criado em Aquidauana e chegou a reunir, já em solo italiano, que era o front brasileiro, com soldados sul-mato-grossenses e de outros Estados, mais de 780 homens. Atualmente há uma bandeira nazista capturada em combate exposta na sede do exército em Aquidauana. Dez soldados nascidos em Mato Grosso do Sul morreram na guerra e nunca mais puderam ver o pôr do sol alaranjado do Estado. Seus corpos estão enterrados no Monumento aos Expedicionários no Rio de Janeiro. Foram nove meses de combate enfrentando chuvas, a distância e a saudade de casa e um inverno que, em alguns momentos, derrubava a temperatura a -10°C. Mesmo assim, os mais de 100 soldados do MS contribuíram para que o Brasil contabilizasse, ao final do conflito, 20.573 prisioneiros alemães e italianos. Porém, os custos para o Brasil foram altos: 457 mortos, 35 prisioneiros, 1.577 feridos em combate, 487 acidentados em ação de combate e 658 acidentados fora das linhas de combate. Após a guerra foram criadas as associações dos ex-combatentes. A de Mato Grosso do Sul data de 1985. Lá existe uma galeria com fotos dos ex-soldados e um mini museu. O espaço também é usado pela comunidade vizinha para realização de atividades culturais e artísticas. A associação fica na Rua 13 de Maio, número 4.111 e tem Utilidade Pública Federal, Estadual e Municipal; porém, devido às dívidas de IPTU pode ser extinta. A prefeitura de Campo Grande não se pronunciou ainda sobre o assunto, mas, tanto pode tomar o imóvel em pagamento da dívida, quanto pode anistiar e isentar a Associação do pagamento de impostos. Se fosse a sede da UNE em Campo Grande já teriam perdoado a dívida, e ainda teriam feito uma doação volumosa, mas ex-combatente não dá IBOPE no Brasil, muito menos para os políticos.... _________________

domingo, 17 de junho de 2012

MEDALHA SOUVENIR DA LIBERAÇÃO DE ROMA

Sim, essa é mais uma das inúmeras medalhas souvenir cunhada pelos italianos para vender aos soldados aliados, a partir de 1944. Desta vez, uma que apresenta a iconografia de Rômulo e Remo, cujo breve histórico transcrevemos a seguir: "Fundador da cidade, Rômulo, teria sido um descendente do herói troiano Eneias. Eneias era filho de Anquises e de Vénus. Depois de ter combatido valorosamente na defesa de Tróia, vencido pelos Anqueus, fugiu da sua cidade natal juntamente com a mulher Creusa, o filho Ascânio e o seu velho pai. Após várias peregrinações pelo Mediterrâneo, aportou à Costa do Lácia. Naquele local, Ascânio (filho de Eneias), teria fundado a cidade de Alba Longa e sido o seu primeiro rei. A contenda pela sucessão ao trono de Alba Longa teria dado origem a uma série de acontecimentos que terminaram com a fundação de Roma. No início do século VIII a. C., os dois filhos do rei Proca, Numitor, o legítimo herdeiro do trono, e Amúlio, disputaram a sucessão ao trono. Amúlio não só destronou Numitor, como o privou de descendência, obrigando a sua filha, Reia Sílvia, a entrar no grupo das Virgens Vestais, que eram votadas à castidade. O deus Marte, apaixonado por esta, uniu-se-lhe e fez com que ela gerasse dois gémeos, Rómulo e Remo. Nas suas veias corria o sangue de Eneias e a sua descendência provinha de Marte e Vénus. Ao nascerem, Amúlio, lançou os bebés às correntes do rio Tibre, para que as suas águas engolissem aqueles que um dia poderiam tornar-se perigosos rivais. Mas, as águas devolveram os gémeos a terra, no sopé do Platino, sendo encontrados por uma loba que os amamentou. Um pastor do lugar, Fástulo, recolheu-os na sua habitação até à idade adulta. Já adultos, Rómulo e Remo, tomaram consciência, por forma causal da sua ascendência real, voltaram a Alba Longa, destronaram Amúlio e reconduziram Numitor ao trono. Depois disto, com um grupo de homens de Alba Longa, voltaram ao sopé do Paladino para aí fundarem uma nova cidade. Dada uma sentença de arúspice ( a prática pela qual se davam auspícios a partir das vísceras dos animais ou de outros fenómenos da natureza), Rómulo foi desafiado a dar o próprio nome à cidade futura e tornar-se rei. Como usual, os limites da cidade, terão sido traçados por um arado conduzido pelo fundador. Essa linha (pomério), tinha carácter sagrado, e quando Remo, por escárnio e raiva para com o irmão, a violou, Rómulo matou-o (21 de Abril de 753 a. C. segundo a tradição)." 1 No reverso da medalha, outra iconografia que se encontra dentro da cidade de Roma, a Basílica de São Pedro, no Vaticano: A Basílica de São Pedro (em latim Basilica Sancti Petri, em italiano Basilica di San Pietro) é uma basílica no Estado do Vaticano, tratando-se da maior das igrejas do cristianismo e um dos locais cristãos mais visitados.[1][2][3] Cobre uma área de 23000 m² ou 2,3 hectares (5.7 acres) e pode albergar mais de 60 mil devotos (mais de cem vezes a população do Vaticano). É o edifício com o interior mais proeminente do Vaticano, sendo sua cúpula uma característica dominante do horizonte de Roma, sendo adornada com 340 estátuas de santos, mártires e anjos[4]. Situada na Praça de São Pedro, sua construção recebeu contribuições de alguns dos maiores artistas da história da humanidade, tais como Bramante, Michelangelo, Rafael e Bernini. Foi provado que sob o altar da basílica está enterrado São Pedro[5] (de onde provém o nome da basílica) um dos doze apóstolos de Jesus e o primeiro Papa e, portanto, o primeiro na linha da sucessão papal. Por esta razão, muitos Papas, começando com os primeiros, têm sido enterrados neste local.[6] Sempre existiu um templo dedicado a São Pedro em seu túmulo, inicialmente extremamente simples, com o passar do tempo, os devotos foram aumentando o santuário, culminando na atual basílica. A construção do atual edíficio sobre o antigo começou em 18 de abril de 1506 e foi concluído em 18 de novembro de 1626,[7] sendo consagrada imediatamente pelo Papa Urbano VIII. A basílica é um famoso local de peregrinação, por suas funções litúrgicas e associações históricas. Como trabalho de arquitetura, é considerado o maior edifício de seu período artístico. A Basílica de São Pedro é uma das quatro basílicas patriarcais de Roma, sendo as outras a Basílica de São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Extramuros. Contrariamente à crença popular, São Pedro não é uma catedral, uma vez que não é a sede de um bispo. Embora a Basílica de São Pedro não seja a sede oficial do Papado (que fica na Basílica de São João de Latrão), certamente é a principal igreja que conta com a participação do Papa, pois a maioria das cerimônias papais são realizadas na Basílica de São Pedro devido à sua dimensão, à proximidade com a residência do Papa, e a localização privilegiada no Vaticano. 2 1 http://devoltanopassado.blogspot.com.br/2010_09_19_archive.html 2 http://pt.wikipedia.org/wiki/Bas%C3%ADlica_de_S%C3%A3o_Pedro

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A LINHA GÓTICA E A FEB

A Linha Gótica (em alemão: Gotenstellung, em italiano: Linea Gotica, em inglês: Gothic Line) representou uma das últimas barreiras ao avanço aliado em direção ao norte, a partir da Itália. Também era conhecida como Linha Verde. Com uma extensão de aproximadamente 280 Km, a Linha Gótica tinha o seu limite esquerdo na região costeira do Mar Tirreno, nas regiões de Carrara e La Spezia. A linha defensiva estava apoiada nos montes Apeninos. Seu limite direito estava calcado nas áreas de Pesaro e Rimini, já faixa litorânea do Mar Adriático. Sua finalidade principal era a de impedir o acesso aliado à Bolonha, o que liberaria o avanço aliado em direção ao vale do Pó e, consequentemente, ao passo de Brenner e à própria Alemanha. A decisão de se estabelecer linhas defensivas na Itália ocorreu tendo em vista a grande possibilidade dos italianos romperem com o Eixo. A partir dos desembarques aliados em solo italiano, ocorridos em 1943, os alemães começaram a deslocar tropas para a defesa da parte central e norte do País. Durante o ano de 1944, 28 Divisões (26 alemãs e 2 italianas) estavam ocupando aquele Teatro de Operações. A 232 Divisão de Infantaria alemã foi a última a ser deslocada para lá, já em 1944. Pela grande largura da frente, as posições alemãs não eram contínuas. As P Def eram baseadas em pontos fortes, inclusive muitas vezes não havia contato com elementos das tropas vizinhas. Havia diversos tipos de Divisão, tais como: Infantaria, Jager, Panzer Grenadier e dos paraquedistas (Fallschirmjagger), que eram a elite das forças alemãs. As forças aliadas eram compostas por cerca de 26 Divisões, sendo formadas por inúmeros países, entre eles EStados Unidos, Brasil, África do Sul, India, Canadá, etc. Somente após 8 meses de combate (Setembro de 1944 - Abril de 1945), pela Ofensiva de Primavera, em meados abril de 1945, seriam rompidas definitivamente as linhas de defesa nazi-fascistas no norte da Itália. Foi na frente da referida linha que a maoria dos febianos que participaram de combates ficou estacionada durante 2 meses, por ocasião da defensiva de inverno, entre dezembro de 1944 e fevereiro de 1945. Foram muitos dias dentro do foxhole, com temperaturas de cerca de 20 graus negativos, sob pesados bombardeios de artilharia e morteiros. Quando não estavam no foxhole, estavam realizando patrulhas de reconhecimento, principalmente. Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_G%C3%B3tica http://www.comunidellaprovinciadilucca.it Para quem quiser saber mais, a maioria dos livros está em inglês. Hoyt, Edwin P. (2007) [2002]. Backwater War. The Allied Campaign in Italy, 1943–45. Mechanicsburg PA: Stackpole Books. ISBN 978-0-8117-3382-3. Brooks, Thomas R. (2003) [1996]. The War North of Rome (June 1944 – May 1945). Cambridge, Mass.: Da Capo Press. ISBN 978-0-306-81256-9.

domingo, 10 de junho de 2012

CAMPO DE PRISIONEIROS DE GUERRA ONDE FICARAM OS FEBIANOS

Relendo o livro Depoimentos de Oficiais da Reserva da FEB, tivemos a oportunidade de levantar diversos temas relevantes para colocar aqui no Blog. Iniciando, abordaremos o Campo de Prisioneiros de Guerra para o qual foram levados os brasileiros que foram capturados em combate. O depoimento foi fornecido pelo único Oficial brasileiro preso pelos alemães, Capitão Emílio Varoli, do 11 RI. Ele foi preso após o malogrado ataque ao Monte Castello de 12 de dezembro de 1944, na localidade de Abetaia. Após ter sido capturado, foi levado a Albinelli, e depois Parma e Mantova. Após duas semanas, foi encaminhado para seu destino final, a cidade de Moosberg, na Alemanha. Esse translado foi realizado por via férrea, e quase terminou por ali mesmo, tendo em vista um ataque aéreo aliado à locomotiva. O referido campo ficava na região da Bavária, no sul da Alemanha. Tinha a denominação de STALAG VII - A (Kriegsgefangenen-Mannschafts-Stammlager VII-A). Ficava a poucos quilômetros ao norte da cidade de Munique, que foi o berço do Partido Nacional-Socialista (NSDAP).
O campo era um em meio a mais de uma centena nas mãos dos alemães, seja dentro ou fora da própria Alemanha. O campo tinha uma área de aproximadamente 35 hectares. Foi liberado em 29 de abril de 1945, um pouco antes do fim da guerra na Europa. Naquela data, cerca de 80000 prisioneiros se encontravam lá, entre els franceses, soviéticos e brasileiros. Veja a planta do campo, copiando o link a seguir: http://www.moosburg.org/info/stalag/plan2.html Fotografia aérea, tirada pela USAAF em 9 de abril de 1945 A seguir, uma maquete do Stalag VII A Algumas imagens do campo STALAG VII A Entrada principal e torre de vigia
Barracas e vários prisioneiros de guerra
 Local onde ficavam os prisioneiros Diversas fotos podem ser vistas aqui: http://www.moosburg.org/info/stalag/bilder.html Os militares, ao chegarem ao campo, tinham seus pertencem recolhidos, inclusive seus dog tags originais. Após isso, recebiam uma numeração e um dog tag do próprio campo.
Veja, neste vídeo, diversos prédios de época e, também, o museu
O museu relativo ao Stalag pode ser visitado: Horários: Domingos 16 às 17:30 e a pedido Telefone: 08761-68420, fax: 08761-68429 Diretor: Bernhard Kerscher Telefone: 08761-2154 (não há email) Fontes: http://www.moosburg.org/info/stalag/indeng.html http://en.wikipedia.org/wiki/Stalag_VII-A

domingo, 3 de junho de 2012

TRABALHOS DO II SESFEB NA ÍNTEGRA

Foi disponibilizado um compêndio dos trabalhos apresentados no II Seminário de Estudos sobre a FEB, que foi realizado há um ano atrás, em Curitiba. Segue o link para quem quiser baixar o mesmo: http://www.humanas.ufpr.br/portal/historia/files/2011/10/livro_final.pdf Disponível em: http://iisesfeb.blogspot.com.br/2012/06/disponibilizado-livro-com-anais-do-ii.html Infelizmente o trabalho apresentado pelo autor deste site ficou de fora da publicação.