COMPRO MATERIAL DA FEB: JULIOZARY1997@GMAIL.COM

domingo, 22 de janeiro de 2012

CAPACETE ALEMÃO M-42 CAMUFLAGEM TROPICAL

Além de mostrar as peças e histórias da FEB, é interessante, também, mostrar o outro lado da moeda, ou seja, os alemães.

Neste contexto, mostraremos algumas peças que foram usadas pelos alemães, principalmente as que tem alguma relação com o Teatro de Operações do Mediterrâneo, especificamente a Itália.

Começaremos mostrando um capacete alemão modelo M-42, que teve a sua fabricação desde 1942 até 1945, quando um novo modelo já estava pronto para ser produzido, se a guerra não tivesse terminado.

De um modo geral, as três peças que identificam um soldado alemão (os do Exército) são: o capacete, tendo em vista o seu formato único, a cruz de ferro e a granada potato masher.

O capacete mostrado a seguir tem a pintura camuflada, geralmente conhecida como padrão Mediterrâneo. É possível que tenha sido usado na Itália.

A seguir, as fotos:





A camuflagem não era feita na fábrica dos capacetes, mas sim em campo, pelos próprios soldados.

sábado, 21 de janeiro de 2012

71 ANOS DA AERONÁUTICA BRASILEIRA

No dia de ontem, a Aeronáutica Brasileira completou 71 anos.

O autor deste blog possui, além das peças da FEB, outras peças relativas à participação das demais armas que defenderam a nossa Nação. Entre elas, encontram-se as peças da Força Aérea Brasileira e da Marinha de Guerra do Brasil.

Em homenagem ao aniversário da nossa aeronáutica, apresentaremos uma peça bem bacana. Mas, antes das fotos, vamos ver um pouco de história:

"Faltavam pilotos, aeronaves, pistas, equipamentos, mão-de-obra especializada, normas de segurança, indústrias para o setor e pesados investimentos, dentre outros problemas, no momento em que o Ministério da Aeronáutica foi criado, em 20 de janeiro de 1941.

Pelo mundo, a aviação avançava como promissor e revolucionário meio de transporte, além de estratégica ferramenta para a defesa das nações. No Brasil, as áreas correlatas ao setor estavam distribuídas ou sequer existiam ainda. Era preciso recomeçar e repensar o modelo que levaria o país ao seu futuro.

Nas palavras do primeiro Ministro da Aeronáutica, Joaquim Pedro Salgado Filho, os desafios eram muitos. “A aviação civil, na época, era mais voltada para a área esportiva em incipientes aeroclubes. Os pilotos comerciais recebiam treinamento dentro das próprias companhias que os empregavam. Era imprescindível despertar o interesse da juventude para a carreira de aviador. Havia um medo generalizado por essa atividade, devido ao número assustador de acidentes aviatórios, a maior parte causada pela imprudência dos pilotos. Reverter esse quadro seria um desafio difícil de ser vencido e dependeria de uma grande campanha de divulgação das vantagens desse meio de transporte e do progresso que a aviação representava”, segundo o ministro.

Naquele momento, a fabricação de aviões de treinamento era incipiente. As empresas existentes não produziam motores e dependiam as importações. Além disso, o número de aviões era insuficiente, faltavam mecânicos e especialistas para a frota. Na aviação militar, Exército e Marinha tinham suas próprias escolas de pilotos, oriundas de diferentes linhas de instrução – uma francesa e outra alemã/inglesa.

A ideia de um ministério específico para o setor não era uma novidade. As discussões no Brasil começaram no final dos Anos 20 e ganharam força na década seguinte (1935), com o lançamento de uma campanha para a criação do Ministério do Ar, sob a influência de países como a França. Por aqui, persistiam as discussões a respeito de qual instituição lideraria o processo. As atividades correlatas à aviação estavam distribuídas - o Ministério da Viação e Obras Públicas, por exemplo, incluía o Departamento de Aviação Civil (DAC), criado em 1931.

Naquele momento, com a criação do novo órgão, Salgado Filho assumiu o comando da Aeronáutica brasileira – a aviação civil, a infraestrutura, a indústria nacional do setor e as escolas de formação de mão-de-obra – e do seu braço-armado, a Força Aérea Brasileira (FAB), criada com o novo ministério a partir das aviações da Marinha e do Exército. A ele, coube a difícil tarefa de edificar o alicerce do poder aéreo brasileiro.

Nesse contexto, a Segunda Guerra trouxe ao país um grande incentivo para organizar a sua aviação, sobretudo depois de iniciada a batalha do Atlântico Sul. Com o afundamento de navios brasileiros, a aviação militar teve de assumir o patrulhamento do litoral e, mais tarde, acabou enviada à Itália, para combater com os aliados.

Expansão – Em 1941, a Aeronáutica criou a Diretoria de Rotas com a missão de promover o desenvolvimento da infraestrutura e da segurança da navegação aérea no país. Décadas mais tarde, esse núcleo daria origem ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), que gerencia o tráfego aéreo militar e civil no país.

De 1942 a 1943, mais de cem aviões Fairchild PT-19, um biplace monoplano de asa baixa, foram trazidos em voo dos Estados Unidos para a instrução primária de pilotos brasileiros. Até 1947, 220 foram produzidos na Fábrica do Galeão, dentro do esforço de guerra e pelo crescimento da aviação no país. Na mesma década, a fábrica de aviões de Lagoa Santa (MG) entrou em funcionamento e produziu, sob licença, aeronaves T-6.

A Campanha Nacional de Aviação, liderada pelo Ministério da Aeronáutica, reunia empresários, aeroclubes e o próprio governo para a expansão do setor no país. Por trás das ações, estava o esforço de guerra - ocorreram campanhas de arrecadação em todo o país, de dinheiro, de alumínio para a construção de aviões, de doações de aeronaves.

“É preciso que se compreenda que, cada avião de treinamento básico adquirido e doado a aeroclubes, significa, no mínimo, a formação de três pilotos para a nossa reserva da Aeronáutica. O curso de piloto civil feito nos aeroclubes pode ser considerado o jardim da infância da ciência aviatória. Incentivar a formação de pilotos civis em nosso país, significa garantir a formação de pilotos militares da reserva da Aeronáutica. Necessitamos, desesperadamente, nesse momento, de pelo menos dois mil pilotos para se estruturar a defesa do Brasil”, afirmou o ministro Salgado Filho.

O Ministério da Aeronáutica refundou as escolas de formação de pilotos e de especialistas, criou normas para evitar a competição predatória entre as empresas aéreas, inaugurou novas fábricas e escolas civis. O Brasil firmou acordos internacionais sobre transporte aéreo com diversos países, como França, Estados Unidos, Suécia, Dinamarca, Noruega, Reino dos Países Baixos, Portugal, Suíça, Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.

O Correio Aéreo Militar, antes realizado pelo Exército (no interior do país) e pela Marinha (no litoral), é transformado no Correio Aéreo Nacional.

De 1942 a 1949, a Companhia de Aeronáutica Paulista produziu 777 aviões paulistinhas, um monoplano de asa alta, que serviu à formação inicial de pilotagem em aeroclubes ao longo da Segunda Guerra. Alguns desses “Paulistinhas” chegaram a ser exportados. Logo nos dois primeiros anos de existência, O Ministério da Aeronáutica adquiriu 500 aviões de treinamento e os distribuiu para 400 cidades em todo país.

Diversas concessões foram fornecidas para a exploração do transporte aéreo no país. No decorrer de 1942, as linhas aéreas brasileiras ultrapassaram as fronteiras do país, chegando aos países vizinhos, aos Estados (1943) e à Europa (1946).

Ao longo de 1943, a Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu aeronaves Catalina e T-6 para preparação de seus pilotos, particularmente para o patrulhamento da costa e treinamento de aviadores, respectivamente. O litoral era vigiado por dirigíveis, ou Blimps, que utilizavam radares da época para a localização de submarinos e que ajudavam em operações de salvamento de náufragos, vítimas dos ataques inimigos.

No mesmo ano, a FAB criou sua primeira unidade de aviação de caça. Depois de receberem treinamento nos Estados Unidos e no Panamá, os militares brasileiros foram enviados à Itália, onde lutaram contra o nazismo, no apoio dos aliados, e na campanha da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Quando o ministro Salgado Filho deixou a pasta, no final de 1945, existiam 580 aeroportos funcionando no país, a maioria com pistas asfaltadas (70%). A Escola de Aeronáutica dos Afonsos havia quadruplicado a capacidade de formação de pilotos, chegando a 200 alunos. A Escola Técnica de Aviação de São Paulo, importada dos Estados Unidos, chegou a formar 3.500 especialistas. “O Brasil está empenhado em grandes preparativos para tornar-se uma potência aérea independente”, chegou a afirmar o ministro em visita à Europa.

Com mais investimentos, aeronaves e pilotos, as horas de voo na Escola de Aeronáutica dos Afonsos, no Rio de Janeiro, saltaram de 3,6 mil em 1940 para 25,9 mil em 1943. “Deixei uma frota de cerca 1.500 aviões militares em condições de uso, cerca de 3.000 pilotos treinados e 15 bases aéreas instaladas”, disse o ministro." *

*Disponível em: http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=9747



Agora, as fotos da peça, extensivamente usada pelos pilotos de caça do Senta a Púa:









A partir de hoje, apresentaremos, neste espaço, e com maior frequência, as peças relativas às outras Forças Armadas. Esperamos que gostem.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

MONUMENTO À FEB - BERTIOGA - SP

Mais um dos inúmeros monumentos à FEB. Porém, este é bem recente, algo raro de se ver por ai....






Mais uma colaboração de Marco Antônio Barsotti

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

LIVRO LONGA JORNADA - COM A FEB NA ITÁLIA



Recebido por e-mail, diretamente do autor.

"Visando à preservação da memória da FEB, escrevi o livro, cuja sinopse segue, abaixo, baseado nos relatos de pracinhas da região central do RS. Dos depoentes, quatro já falecerem. São relatos históricos, que mostram a guerra sob a ótica do soldado."

Sirio S. Fröhlich - O autor

É interessante notar as inúmeras iniciativas que estão sendo desenvolvidas pelo Brasil afora para a preservação da memória da FEB. Esta obra se inclui num destes exemplos. Inacreditavelmente sem fins lucrativos. Muito nobre a intenção do autor que, por meio deste livro, disponibiliza um pouco da história do Brasil, prenchendo uma lacuna que não deveria existir na nossa educação, atualmente.

A seguir, a sinopse enviada pelo autor:

Sinopse:

O livro “LONGA JORNADA – Com a FEB na Itália”, de autoria de Sirio Sebastião Fröhlich, apresenta a trajetória e o cotidiano de jovens soldados brasileiros na jornada de ida e volta entre o interior do Rio Grande do Sul e os campos de batalha italianos, segundo a ótica e sentimentos dos protagonistas.

Em 80 páginas, estão explícitos sentimentos como: medo, incertezas, angústia e, em contraposição, coragem, fé, esperança e uma abnegada dedicação aos ideais defendidos pelo Brasil, que têm como pano de fundo um momento crucial da história da humanidade, em que o nazifascismo havia posto em risco a democracia, a liberdade e a paz mundial.



Os deslocamentos por terra e pelo mar até o Rio de Janeiro, a preparação para o combate, a travessia do Atlântico, a adaptação à neve e os macetes para superar o frio, a triste realidade dos combates e do dia a dia na guerra, a saudade da família e da Pátria, a solidariedade dedicada aos italianos, amizade e espírito de corpo são alguns dos muitos sentimentos relatados pelos pracinhas Alcides Basso, Alfredo Luiz Dalla Costa, Aribides Rodrigues Pereira, Eugênio Lombardo, Geraldo Antônio Sanfelice, Ivo Ziegler, José João Pereira, Mário Machado dos Santos, Neraltino Flores dos Santos, Pacífico Pozzobon, Pedro Solano Vidal e Taltíbio de Melo Custódio.


No intuito de tornar a leitura mais agradável, além de uma linguagem dirigida ao público jovem, mais de 100 imagens, muitas delas inéditas, ilustram os textos.

Com o apoio cultural da Fundação Habitacional do Exército/Poupex, o livro foi distribuído gratuitamente às escolas e bibliotecas públicas da Região Central do RS e Organizações Militares do Brasil. Tem duas funções principais: a primeira é suplementar ao estudo da disciplina de História, aproximando o evento “II Guerra Mundial” de estudantes dos ensinos médio e fundamental; a segunda, enaltecer os feitos de humildes soldados que, há mais de seis décadas, nos legaram um mundo mais livre e democrático.

Os interessados também podem adquirir o livro (R$ 12,00, já incluído o valor da postagem) fazendo contato pelo e-mail sirio.feb@gmail.com, para orientações. O valor arrecadado com a venda será revertido para a preservação da memória da FEB.

Legenda dasfotos:



Os veteranos da FEB Geraldo Antônio Sanfelice, José João Pereira, Ivo Ziegler, Taltíbio de Melo Custódio, Aribides Rodrigues Pereira e Eugênio Lombardo (da esquerda para a direita) junto ao autor, por ocasião da sessão de autógrafos, na “Biblioteca Pública Henrique Bastide”, em Santa Maria-RS.

No link abaixo pode ser assistida à música “Longa Jornada”, que resume várias passagens do livro, do mesmo autor, com interpretação de João Chagas Leite.

http://www.youtube.com/watch?v=iewdOje6jyA&feature=player_embedded

Parabéns ao autor pela iniciativa.

sábado, 7 de janeiro de 2012

70.000 VISITAS

Muito obrigado a todos aqueles que tiveram interesse e paciência em visitar este espaço, que está no ar há um ano e nove meses.

Esta semana chegamos a 70.000 visitas. Uma média de mais de 100 por dia, nada mal.

Um feliz 2012.