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domingo, 12 de agosto de 2012

Jacareí abrigará museu sobre a Segunda Guerra Mundial

Memorial será instalado até 2013 em casarão da Força Expedicionária Brasileira que está sendo restaurado Xandu Alves São José dos Campos A memória é a melhor lembrança.
Quem lutou na Segunda Guerra Mundial não esquece as cicatrizes da batalha que definiu o século 20. Em Jacareí, filhos de ex-combatentes do Vale do Paraíba estão reerguendo um símbolo da luta que estava relegado ao esquecimento. Eles levantaram R$ 5.000 com doações e eventos para restaurar o prédio da FEB (Força Expedicionária Brasileira) de Jacareí, no bairro Bela Vista, na região central.
Construído entre 1965 e 1968, o prédio estava abandonado desde 2002. A restauração contou com apoio da Prefeitura de Jacareí, que cedeu a mão de obra, e do Rotary Club, que ajudou na obtenção dos recursos. A força-tarefa resultou na recuperação da fachada e do andar térreo do casarão, faltando a parte inferior do imóvel, cuja reforma deve custar cerca de R$ 10 mil.
A previsão é de que o memorial seja inaugurado no ano que vem. Drama. Segundo Antônio Nunes Neto, 65 anos, presidente da FEB de Jacareí, a meta é construir um memorial aos 135 pracinhas da cidade --destes, só nove estão vivos-- que lutaram na Itália ao lado das nações aliadas num dos capítulos mais sangrentos da história mundial. “As pessoas poderão vir fazer pesquisas, conhecer a história dos pracinhas e material do nosso acervo, que será renovado. A ideia é não deixar essa história cair no esquecimento”, disse Neto.
Contribuições à reforma podem ser feitas nas reuniões de segunda e quinta, às 20h, no prédio da FEB. O casarão guardará histórias dramáticas como as dos ex-combatentes Francisco Arthur Gomes, 91 anos, e José Antônio Marçon, 94 anos, que conseguem se lembrar de detalhes dos confrontos. Hoje morando em São José, Gomes só foi para guerra porque era dois centímetros maior do que a altura mínima exigida, de 1,50 metro, a mesma do fuzil com baioneta. A convocação chegou no dia do aniversário da mãe, em 1942, que morria de medo de perder o filho. Depois de quase dois anos de treinamento, ele embarcou em julho de 1944 para a Itália. Foram 16 dias no mar até chegar a Nápoles.
Foram várias ações de defesa e ataque, operações de patrulhamento e de guarnição e bombas do inimigo até conseguir voltar vivo para o Vale. “Foram momentos que não esquecemos nunca. Tudo era muito difícil”, disse Gomes. José Antônio Marçon, lavrador de Jacareí, deixou a enxada para empunhar um fuzil e defender o Brasil na 2ª Guerra. Ele ainda se recorda das batalhas. “Granadas e bombas podiam cair a qualquer momento. Não foi fácil.”
Foto: Warley Leite Fonte: www.hmmb.com.br/forum Enviado por Gustavo Lima

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