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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sul-matogrossenses que combateram Hitler podem perder Associação

MS JÁ - Mato Grosso do Sul - atualizado às 11:07h - sábado, 16 de junho de 2012 A Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira/Mato Grosso do Sul- ANVFEB/MS - está com dívidas de mais de R$ 35 mil por conta do não pagamento de Imposto Predial Territorial Urbano – IPTU e pode ter a sede tomada pela prefeitura de Campo Grande. Para coimpletar, os associados não tem como saldar a dívida. A Associação é formada por ex-soldados sul-mato-grossenses que combateram o nazismo e o fascismo de Hitler e Mussolini, respectivamente, durante a Segunda Guerra Mundial (1944-45). Há menos de 10 filiados na Associação, são todos idosos octagenários com rendimentos baixos que não podem ser comprometidos com o pagamento das dívidas. Há, também, filhos de ex-combatentes que ajudam a manter viva a história do Estado frente o combate dos regimes autoritários europeus das décadas de 30 e 40, mas eles também não possuem recursos suficientes para quitar as dívidas da associação. O MS na guerra Quando teve início a Segunda Guerra Mundial, em 1939, o Brasil permaneceu neutro, até que, em 1942, navios alemães afundaram dezenas de embarcações de transporte de passageiros nas costas brasileiras, levando o então presidente Getúlio Vargas a entrar na guerra ao lado de Estados Unidos, União Soviética e Inglaterra. Soldados de todo o Brasil foram mobilizados, mais de 25 mil no total. Mato Grosso do Sul, que ainda era Mato Grosso na época, mandou soldados para todas as funções da guerra, desde a artilharia até a infantaria. Um Regimento de Engenharia de Combate foi criado em Aquidauana e chegou a reunir, já em solo italiano, que era o front brasileiro, com soldados sul-mato-grossenses e de outros Estados, mais de 780 homens. Atualmente há uma bandeira nazista capturada em combate exposta na sede do exército em Aquidauana. Dez soldados nascidos em Mato Grosso do Sul morreram na guerra e nunca mais puderam ver o pôr do sol alaranjado do Estado. Seus corpos estão enterrados no Monumento aos Expedicionários no Rio de Janeiro. Foram nove meses de combate enfrentando chuvas, a distância e a saudade de casa e um inverno que, em alguns momentos, derrubava a temperatura a -10°C. Mesmo assim, os mais de 100 soldados do MS contribuíram para que o Brasil contabilizasse, ao final do conflito, 20.573 prisioneiros alemães e italianos. Porém, os custos para o Brasil foram altos: 457 mortos, 35 prisioneiros, 1.577 feridos em combate, 487 acidentados em ação de combate e 658 acidentados fora das linhas de combate. Após a guerra foram criadas as associações dos ex-combatentes. A de Mato Grosso do Sul data de 1985. Lá existe uma galeria com fotos dos ex-soldados e um mini museu. O espaço também é usado pela comunidade vizinha para realização de atividades culturais e artísticas. A associação fica na Rua 13 de Maio, número 4.111 e tem Utilidade Pública Federal, Estadual e Municipal; porém, devido às dívidas de IPTU pode ser extinta. A prefeitura de Campo Grande não se pronunciou ainda sobre o assunto, mas, tanto pode tomar o imóvel em pagamento da dívida, quanto pode anistiar e isentar a Associação do pagamento de impostos. Se fosse a sede da UNE em Campo Grande já teriam perdoado a dívida, e ainda teriam feito uma doação volumosa, mas ex-combatente não dá IBOPE no Brasil, muito menos para os políticos.... _________________

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