COMPRO MATERIAL DA FEB: JULIOZARY1997@GMAIL.COM

segunda-feira, 25 de junho de 2012

FALECEU O DETENTOR DO BASTÃO DE COMANDO DA FEB

Fonte: http://www.cml.eb.mil.br/eventos/falecimento.pdf Rio de Janeiro – O General de Brigada Ruy Leal Campello, detentor do Bastão de Comando da Força Expedicionária Brasileira (FEB), faleceu no Rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 2012, às 22h na Clínica São Carlos na Rua Humaitá, em Botafogo. Ele deixou 1 filha, 2 filhos, 6 netos e 2 bisnetas aos 95 anos de idade. O General de Brigada Campello teve uma trajetória militar impecável. Recebeu o Bastão da FEB em outubro de 2009, devido ao falecimento do Marechal Levy Cardoso, antigo detentor do bastão, em 13 de maio do mesmo ano. O Bastão de Comando foi passado ao próprio em uma solenidade realizada no Monumento Nacional aos Mortos da 2ª Guerra Mundial (MNMIIGM). Até meados de 2009, o General participou da Presidência do Conselho Deliberativo da Associação Nacional dos Veteranos da FEB (ANVFEB). O General Campello residia na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Laranjeiras e sempre participou das principais solenidades militares realizadas pelo Comando Militar do Leste (CML). Ele escreveu o livro “Um Capitão de Infantaria da FEB” - Biblioteca do Exército Editora - 1999, e um capitulo do livro “Soldados que Vieram de Longe” - AHIMTB 2008 (I. Blajberg). A origem de sua vida castrense Nascido na Cidade do Rio Grande/RS, em 16 junho de 1917, o General-de-Brigada Campello formou-se na então Escola Militar do Realengo em 28 de abril de 1938, quando foi declarado Aspirante-à-Oficial da arma de Infantaria do Exército Brasileiro. Na Força Expedicionária Brasileira, o General Campelo foi subcomandante como 1º Tenente da 5ª Companhia do 1º Regimento de Infantaria – Regimento Sampaio, embarcando com a FEB para os campos de batalha na Itália em 27 de setembro de 1945. Regressou ao Brasil em 22 de agosto de 1945. Participou da Força de Emergência das Nações Unidas (FENU), o “Batalhão Suez”, no Egito. Foi promovido ao posto de Capitão, permanecendo no Regimento Sampaio no comando da mesma companhia. Após concluir o curso de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), foi para a 3ª Divisão de Cavalaria, em Bagé-RS, servindo depois no Quartel General da Zona Militar do Leste (I Exército), de 1955 a 1957, de onde foi para o Curso de Infantaria da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO), sendo instrutor do curso de infantaria em 1957. Integrou o “Batalhão Suez” indo depois para o Estado-Maior da 1ª Divisão de Infantaria, no Rio de Janeiro. Em 1959, serviu novamente no Quartel General do I Exército sob o comando do General Odylio Denys. Logo em seguida, ele passou para o Gabinete do Ministro da Guerra, com a ascensão do General Denys a esse cargo (1960 a 1961). Promovido ao posto de Major (oficial superior) por merecimento em 25 de abril de 1953. Pertenceu ao Estado-Maior do Exército. Em abril de 1964 passou a integrar a 2ª Seção do Estado-Maior da 1ª Divisão de Infantaria, comandada pelo General Orlando Geisel, vindo, a partir de maio, para o Gabinete do Ministro Costa e Silva. De 1966 a 1968 comandou o Regimento Sampaio. Em seguida foi para a Chefia da 3ª Seção do I Exército e daí para o Gabinete do Ministro Orlando Geisel, de onde saiu para a Comissão Militar Brasileira em Washington-EUA. No retorno ao Gabinete do Ministro, em 1973, foi promovido a General-de-Brigada. Nesse posto exerceu os seguintes cargos: Diretor de Movimentação, Comandante da 8ª Brigada de Infantaria Motorizada e Diretor do Pessoal Civil. Deixou o serviço ativo em 1978. Suas principais condecorações Dentre as condecorações que lhe foram outorgadas por sua participação na FEB destacamse: Cruz de Combate de 2a Classe, Medalha de Campanha, Medalha Militar de Platina, Medalha de Guerra, Medalha do Pacificador, Medalha da Força de Emergência da Organização das Nações Unidas e Cruz ao Valor Militar (Itália). O histórico sobre o Bastão da Força Expedicionária Brasileira Por vontade expressa do Marechal Levy Cardoso, antigo detentor, o Bastão de Comando da FEB ficou sob a guarda do Monumento Nacional aos Mortos da 2ª Guerra Mundial (MNMSGM), encontrando-se em uma urna de madeira envidraçada, na posição vertical, encimada pelo busto do Marechal Mascarenhas de Moraes, Comandante da FEB, à entrada do Mausoléu no andar térreo. O Bastão esteve sob a guarda da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército, de onde era conduzido para eventos especiais e cerimônias militares, quando ficava de posse do Marechal Levy Cardoso enquanto viveu. A título de curiosidade, o próprio Marechal Mascarenhas não utilizou o bastão, visto que faleceu antes da instituição deste símbolo pelo Exército. Os Marechais Cordeiro de Farias e Machado Lopes foram os primeiros detentores do Bastão de Comando da FEB. O Bastão é considerado símbolo de autoridade e insígnia de Comando que vem de tempos remotos. Em campanha, as batalhas só se iniciavam quando o monarca ou o General-em-Chefe fazia o sinal com o bastão. Para a confecção do Bastão de Comando do Exército Brasileiro foi escolhido o "paubrasil", por se tratar de madeira que gerou o nome de nosso País poucos anos após o descobrimento. Esse Bastão é de posse exclusiva dos Oficiais-Generais da ativa. Seu uso é obrigatório para os Oficiais-Generais em função de Comando; facultativo para os demais, mas, obrigatório nas cerimônias militares. Fonte da foto: http://darozhistoriamilitar.blogspot.com.br/2009/10/noticia-general-ruy-campello-e-onovo.html Enviado por Gustavo Lima. Disponível em: www.hmmb.com.br/forum

Nenhum comentário:

Postar um comentário