COMPRO MATERIAL DA FEB: JULIOZARY1997@GMAIL.COM

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

FOTOS DE VETERANOS NA LEGIÃO PARANAENSE DO EXPEDICIONÁRIO

Tivemos a oportunidade de visitar a Legião Paranaense do Expedicionário, em Curitiba, por ocasião do II Seminário de Estudos sobre a FEB. Em uma das paredes do salão onde transcorreu o evento, há dezenas de quadros com fotos de veteranos.

Tirei algumas fotos interessantes para compartilhar com o público em geral.

Informo-vos que, a partir desta data, as fotos que colocarei aqui terão o timbre do site, pois algumas fotos já foram utilizadas sem os devidos créditos, infelizmente.

Acreditamos que a maioria destas fotos foi tirada entre 1945 e 1953, mais precisamente durante o evento deste último ano, transcorrido na própria Legião, que inclusive fora mandado cunhar duas medalhas específicas, ambas mostradas aqui, sendo uma de enfermeira e a outra para o evento em geral.

1 - Esta foto provavelmente fora tirada na Itália, no início de 1945. Reparem na cobrinha de fabricação mais "tosca"



2 - Capitão portador da Cruz de Combate, com seu uniforme cinza. Foto pós-guerra.



3 - Capitão com tanker jacket e capacete com stencil de capitão. Notem as estrelas na jaqueta, não regulamentar. Foto tiada na Itália, provavelmente.



4 - Capitão da Brigada Aeroterrestre em seu uniforme verde, conhecido atualmente como 3 A. Foto tirada de 1953 em diante.



5 - Oficial usando o 3 A com inúmeras medalhas, inclusive duas Cruzes de Combate. Erroneamente ele está usando uma cobrinha modelo 1945 na farda de passeio, que deveria ser a de modelo 1949, e no lado oposto. Foto tirada de 1953 em diante.



6 - Por fim, uma foto de militar que participou do desfile militar realizado em Portugal, em 1945.




DOBRADO OS QUATRO TENENTES

Dobrado "Os quatro Tenentes", de autoria do sergipano José Machado dos Santos.

Enviado por Cesar Campiani Maximiano.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

25 DE AGOSTO - DIA DO SOLDADO



No dia 25 de agosto de cada ano, comemora-se o dia do Soldado no Brasil. Esta data é alusiva ao nascimento do Patrono do Exército, Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias. Para comemorar sua data natalícia, vamos colocar um breve histórico do Pacificador do Brasil.

Nascido em 25 agosto de 1803, na fazenda de São Paulo, no Taquaru, Vila de Porto da Estrela, na Capitania do Rio de Janeiro, quando o Brasil ainda era Vice-Reino de Portugal. Hoje, é o local do Parque Histórico Duque de Caxias, no município de Duque de Caxias, no estado do Rio de Janeiro.

Filho do Marechal-de-Campo Francisco de Lima e Silva e de D. Mariana Cândida de Oliveira Belo. Ao seu pai, Vereador da Imperatriz Leopoldina, coube a honra de apresentar em seus braços à Corte, no dia 2 de dezembro de 1825, no Paço de São Cristóvão, o recém-nascido que, mais tarde, viria a ser o Imperador D. Pedro II.

Em 22 de 1808, época em que a Família Real Portuguesa transferiu-se para o Brasil, Luis Alves fora titulado Cadete de 1ª Classe, aos 5 anos de idade.

Pouco se sabe da infância de Caxias. Pelos almanaques do Rio de Janeiro da época e publicados pela Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, os quais davam o nome das ruas em que moravam às autoridades governamentais, sabe-se que seu pai, desde capitão, em 1811, residia na rua das Violas, atual rua Teófilo Otoni. Esta rua das Violas, onde existiam fabricantes de violas e violões e onde se reuniam trovadores e compositores, foi o cenário principal da infância de Caxias. Sabe-se que estudou no convento São Joaquim, onde hoje se localiza o Colégio D.Pedro II, e próximo do Quartel do Campo de Santana, que ele viu ser construído e que hoje é o Palácio Duque de Caxias, onde está instalado o Comando Militar do Leste.

Em 1818, aos quinze anos de idade, matriculou-se na Academia Real Militar, de onde egressou, promovido a Tenente, em 1821, para servir no 1º Batalhão de Fuzileiros, unidade de elite do Exército do Rei.

O retorno da família real e as conseqüências que daí advieram, concorreram para almejada emancipação do país. D. Pedro proclama a independência do Brasil e organiza, ele próprio, em outubro de 1822, no Campo de Sant'Ana, a Imperial Guarda de Honra e o Batalhão do Imperador, integrado por 800 guapos militares, tipos atléticos e oficiais de valor excepcional, escolhidos da tropa estendida à sua frente. Coube ao Tenente Luis Alves de Lima e Silva receber, na Capela Imperial, a 10de novembro de 1822, das mãos do Imperador D. Pedro I, a bandeira do Império, recém-criada.

No dia 3 de junho de 1823, o jovem militar tem seu batismo de fogo, quando o Batalhão do Imperador foi destacado para a Bahia, onde pacificaria movimento contra a independência, comandando pelo General Madeira de Melo. No retorno dessa campanha, recebeu o título que mais prezou durante a sua vida - o de Veterano da Independência.

Em 1825, iniciou-se a campanha da Cisplatina, e o então Capitão Luis Alves deslocou-se para os pampas, junto com o Batalhão do Imperador. Sua bravura e competência como comandante e líder o fizeram merecedor de várias condecorações e comandos sucessivos, retornando da campanha no posto de Major.

A 6 de janeiro de 1833, no Rio de Janeiro, o Major Luis Alves casava-se com a senhorita Ana Luisa de Loreto Carneiro Viana que contava, na época, com dezesseis anos de idade.

Em 1837, já promovido a Tenente Coronel, Caxias é escolhido "por seus descortino administrativo e elevado espírito disciplinador" para pacificar a Província do Maranhão, onde havia iniciado o movimento da Balaiada.

Em 2 de dezembro de 1839 é promovido a Coronel e, por Carta Imperial, nomeado Presidente da Província do Maranhão e Comandante Geral das forças em operações, para que as providências civis e militares emanassem de uma única autoridade.

Em agosto de 1840, mercê de seus magníficos feitos em pleno campo de batalha, Caxias foi nomeado Vereador de Suas Altezas Imperiais.

Em 18 de julho de 1841, em atenção aos serviços prestados na pacificação do Maranhão, foi-lhe conferido o título nobiliárquico de Barão de Caxias. Por quê Caxias? "Caxias simbolizava a revolução subjugada. Essa princesa do Itapicuru havia sido mais que outra algema afligida dos horrores de uma guerra de bandidos; tomada e retomada pelas forças imperiais, e dos rebeldes várias vezes, foi quase ali que a insurreição começou, ali que se encarniçou tremenda; ali que o Coronel Luis Alves de Lima e Silva entrou, expedindo a última intimação aos sediciosos para eu depusessem as armas; ali que libertou a Província da horda de assassinos. O título de Caxias significava portanto: - disciplina, administração, vitória, justiça, igualdade e glória", explica o seu biógrafo Padre Joaquim Pinto de Campos.

Em 1841, Caxias é promovido a Brigadeiro e, em seguida, eleito unanimimente, deputado à Assembléia Legislativa pela Província do Maranhão e, já em março de 1842, é investido no cargo de Comandante das Armas da Corte. Em maio de 1842 iniciava-se um levante na Província e São Paulo, suscitado pelo Partido Liberal. D. Pedro II, com receio que esse movimento, alastrando-se, viesse fundir-se com a Revolta Farroupilha que se desenvolvia no sul do Império, resolve chamar Caxias para pacificar a região. Assim, o Brigadeiro Lima e Silva é nomeado Comandante-chefe das forças em operações da Província de São Paulo e, ainda, Vice-Presidente dessa Província. Cumprida a missão em pouco mais de um mês, o Governo, temendo que a Província de Minas Gerais se envolvesse na revolta, nomeiam Caxias como Comandante do Exército pacificador naquela região, ainda no ano de 1842. Já no início do mês de setembro a revolta estava abafada e a Província pacificada.

No dia 30 de julho de 1842, "pelos relevantes serviços prestados nas Províncias de São Paulo e Minas" , é promovido ao posto de Marechal-de-Campo graduado, quando não contava sequer quarenta anos de idade. Ainda graçava no sul a Revolta dos Farrapos. Mais de dez Presidentes de Província e Generais se haviam sucedido desde o início da luta, sempre sem êxito. Mister de sua capacidade administrativa, técnico-militar e pacificadora, o Governo Imperial nomeou-o, em 1842, Comandante-chefe do Exército em operações e Presidente da Província do Rio Grande do Sul. Logo ao chegar a Porto Alegre fez apelo aos sentimentos patrióticos dos insurretos através de um manifesto cívico. A certo passo dizia: "Lembrai-vos que a poucos passos de vós está o inimigo de todos nós - o inimigo de nossa raça e de tradição. Não pode tardar que nos meçamos com os soldados de Oribes e Rosas; guardemos para então as nossas espadas e o nosso sangue. Abracemo-nos para marcharmos, não peito a peito, mas ombro a ombro, em defesa da Pátria, que é a nossa mãe comum". Mesmo com carta branca para agir contra os revoltosos, marcou sua presença pela simplicidade, humanidade e altruísmo com que conduzia suas ações. Assim ocorreu quando da captura de dez chefes rebeldes aprisionados no combate de Santa Luzia onde, sem arrogância, com urbanidade e nobreza, dirigiu-se a eles dizendo: "Meus senhores, isso são conseqüências do movimento, mas podem contar comigo para quanto estiver em meu alcance, exceto para soltá-los". Se no honroso campo da luta, a firmeza de seus lances militares lhe granjeava o rosário de triunfos que viria despertar nos rebeldes a idéia de pacificação, paralelamente, seu descortino administrativo, seus atos de bravura, de magnanimidade e de respeito à vida humana, conquistaram a estima e o reconhecimento dos adversários. Por essas razões é que os chefes revolucionários passaram a entender-se com o Marechal Barão e Caxias, em busca da ambicionada paz.

E em 1º de março de 1845 é assinada a paz de Ponche Verde, dando fim à revolta farroupilha. É pois com justa razão que o proclamam não só Conselheiro da Paz, senão também - o Pacificador do Brasil - epíteto perpetuado em venera nobilitante. Em 1845, Caxias é efetivado no posto de Marechal-de-Campo e é elevado a Conde. Em seguida, mesmo sem ter se apresentado como candidato, teve a satisfação de ter seu nome indicado pela Província que pacificara há pouco, para Senador do Império.

Em 1847 assume efetivamente a cadeira de Senador pela Província do Rio Grande do Sul. A aproximação das chamas de uma nova guerra na fronteira sul do Império acabaram por exigir a presença de Caxias, novamente, no Rio Grande do Sul e em junho de 1851 foi nomeado Presidente da Província e Comandante-chefe do Exército do Sul, ainda não organizado. Essa era a sua principal missão: preparar o Império para uma luta nas fronteiras dos pampas gaúchos. Assim, em 5 de setembro de 1851 Caxias adentra o Uruguai, batendo as tropas de Manoel Oribe, diminuindo as tensões que existiam naquela parte da fronteira.

Em 1852, é promovido ao posto de Tenente-general e recebe a elevação ao título Marquês de Caxias. Em 1853, uma Carta Imperial lhe confere a Carta de Conselho, dando-lhe o direito de tomar parte direta na elevada administração do Estado e em 1855, é investido do cargo de Ministro da Guerra. Em 1857, por moléstia do Marquês de Paraná, assume a Presidência do Conselho de Ministros do Império, cargo que voltaria a ocupar, em 1861, acumulativamente com o de Ministro da Guerra.

Em 1862, foi graduado Marechal-do-Exército, assumindo novamente a função de Senador no ano de 1863. Em 1865 inicia-se a Guerra da Tríplice Aliança, reunindo Brasil, Argentina e Uruguai contra as forças paraguaias de Solano Lopez.

Em 1866, Caxias é nomeado Comandante-chefe das Forças do Império em operações contra o Paraguai, mesma época em que é efetivado Marechal-do-Exército. Cabe destacar que, comprovando o seu elevado descortínio de chefe militar, Caxias utiliza, pela primeira vez no continente americano, a aeroestação (balão) em operações militares, para fazer a vigilância e obter informações sobre a área de operações. O tino militar de Caxias atinge seu ápice nas batalhas dessa campanha. Sua determinação ao Marechal Alexandre Gomes Argolo Ferrão para que fosse construída a famosa estrada do Grão-chaco, permitindo que as forças brasileiras executassem a célebre marcha de flanco através do chaco paraguaio imortalizou seu nome na literatura militar. Da mesma forma, sua liderança atinge a plenitude no seu esforço para concitar seus homens à luta na travessia da ponte sobre o arroio Itororó - "Sigam-me os que forem brasileiros". Caxias só deu por finda sua gloriosa jornada ao ser tomada a cidade de Assunção, capital do Paraguai, a 1º de janeiro de 1869.

Em 1869, Caxias tem seu título nobiliárquico elevado a Duque, mercê de seus relevantes serviços prestados na guerra contra o Paraguai. Eis aí um fato inédito pois Caxias foi o único Duque brasileiro.

Em 1875, pela terceira vez, é nomeado Ministro da Guerra e Presidente do Conselho de Ministros. Caxias ainda participaria de fatos marcantes da história do Brasil, como a "Questão Religiosa", o afastamento de D. Pedro II e a Regência da Princesa Isabel. Já com idade avançada, Caxias resolve retirar-se para sua terra natal, a Província do Rio de Janeiro, na Fazenda Santa Mônica, na estação ferroviária do "Desengano", hoje Juparaná, próximo à Vassouras.

No dia 7 de maio de 1880, às 20 horas e 30 minutos, fechava os olhos para sempre aquele bravo militar e cidadão, que vivera no seio do Exército para glória do próprio Exército. No dia seguinte, chegava, em trem especial, na Estação do Campo de Sant'Ana, o seu corpo, vestido com o seu mais modesto uniforme de Marechal-de-Exército, trazendo ao peito apenas duas das suas numerosas coondecoraçõoes, as únicas de bronze: a do Mérito Militar e a Geral da Campanha do Paraguai, tudo consoante suas derradeiras vontades expressas. Outros desejos testamentários são respeitados: enterro sem pompa; dispensa de honras militares; o féretro conduzido por seis soldados da guarnição da Corte, dos mais antigos e de bom comportamento, aos quais deveria ser dada a quantia de trinta cruzeiros (cujos nomes foram imortalizados em pedestal de seu busto em passadiço do Conjunto Principal antigo da Academia Militar das Agulhas Negras); o enterro custeado pela Irmandade da Cruz dos Militares; seu corpo não embalsamado. Quantas vezes o caixão foi transportado, suas alças foram seguras por seis praças de pré do 1º e do 10º Batalhão de Infantaria. No ato do enterramento, o grande literato Visconde de Taunay, então Major do Exército, proferiu alocução assim concluída: "Carregaram o seu féretro seis soldados rasos; mas, senhores, esses soldados que circundam a gloriosa cova e a voz que se levanta para falar em nome deles, são o corpo e o espírito de todo o Exército Brasileiro. Representam o preito derradeiro de um reconhecimento inextinguível que nós militares, de norte a sul deste vasto Império, vimos render ao nosso velho Marechal, que nos guiou como General, como protetor, quase como pai durante 40 anos; soldados e orador, humildes todos em sua esfera, muito pequenos pela valia própria, mas grandes pela elevada homenagem e pela sinceridade da dor".

Em 25 de agosto de 1923 ,a data de seu aniversario natalício passou a ser considerada como o Dia do Soldado do Exército Brasileiro, instituição que o forjou e de cujo seio emergiu como um dos maiores brasileiros de todos os tempos. Ele prestou ao Brasil mais de 60 anos de excepcionais e relevantes serviços como político e administrador público de contingência e, inigualados, como soldado de vocação e de tradição familiar, a serviço da unidade, da paz social, da integridade e da soberania do Brasil Império. Em mais uma justa homenagem ao maior dos soldados do Brasil, desde 1931 os Cadetes do Exército da Academia Militar das Agulhas Negras, portam como arma privativa, o Espadim de Caxias, cópia fiel, em escala, do glorioso e invicto sabre de campanha de Caxias que desde 1925 é guardado como relíquia pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, a que o Duque de Caxias integrou como sócio Honorário a partir de 11 de maio 1847.

O Decreto do Governo Federal de 13 de março de 1962 imortalizou o nome do invicto Duque de Caxias como o Patrono do Exército Brasileiro. Atualmente, os restos mortais do Duque de Caxias, de sua esposa e de seu filho, repousam no Panteon a Caxias, construído em frente ao Palácio Duque de Caxias, na cidade do Rio de Janeiro.

Fonte: www.cep.ensino.eb.br

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

ENCONTROS FEBIANOS

Associação Nacional dos Veteranos da FEB
CASA DA FEB (Fundada em 16 de julho de 1963)
Encontros FEBianos 2011
Fórum sobre a FEB - Forca Expedicionária Brasileira e a Participação do Brasil na 2a. Guerra Mundial


Mês Prev Tema Palestrante

Ago 25 Cartas de um Pracinha: Cap Oswaldo de Araujo Souza, Bia Cmdo 2o GO 105 (C/ Lanç Livro) - Gen Cesar Augusto Nicodemus de Souza, Sócio Titular do IGHMB;

Set 29 Maj R/2 Apollo Miguel Rezk: O Herói da Reserva - Ten R/2 Sergio Pinto Monteiro, Presidente do CNOR e VP da ANVFEB;

Out 20 Participação da FAB – 1o G Av Caça e Esqd de Lig e Obs - Cel Av Manoel Cambeses;

Nov 24 o Brasil precisava de seus mortos como exemplo - Cel Med Haroldo de Freitas Bezerra, Socio Titular do IGHMB e Diretor do HGeRJ;

Dez 08 ENCERRAMENTO Artilharia da FEB - Cel Art Amerino Raposo Fo. - Veterano da FEB.

Importante Temas, Palestrantes e Datas poderao ser alterados
Confirmar antecipadamente anvfeb@uol.com.br ou 2532-1933
Dia preferencial - Quinta-feira

Enviado por Ivan Roberto.

Fonte: hmmb.com.br/forum

"Memórias de um prisioneiro: Uma análise histórica da participação do joseense Eliseu de Oliveira na Segunda Guerra Mundial"

O autor, Douglas de Almeida Silva, gostaria de compartilhar trabalho que acabou de realizar.

Pode ser encontrado no link:
http://www.camarasjc.sp.gov.br/promemoria/

Se intitula: "Memórias de um prisioneiro: Uma análise histórica da participação do joseense Eliseu de Oliveira na Segunda Guerra Mundial", e consiste na análise da memória de Eliseu de Oliveira, pracinha da Força Expedicionária Brasileira.

"Eliseu de Oliveira, natural da cidade de São José dos Campos – SP, foi convocado para a Segunda Guerra Mundial em agosto de 1942. Embarcou para o Teatro de Operações da Itália em julho de 1944, lutou na guerra até 31 de outubro do mesmo ano, data que foi aprisionado juntamente com seu grupo tático. Cinco meses permaneceu prisioneiro do exercito alemão, período marcado pela fome, frio, maus tratos e trabalhos forçados. Foi libertado em abril de 1945, retornando ao Brasil em julho. Dado o valor dessa memória, buscamos entender a participação da FEB no conflito, bem como entender a representação social que se tem dos pracinhas e da Força Expedicionária Brasileira na memória social" (Silva, 2011).

Trabalhos como este são um exemplo e um incentivo para todos aqueles que estudam ou trabalham com a história militar, especialmente a da FEB.

Parabéns ao autor.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

LUCK IS A RARE THING AT MONTE CASTELLO

É incrível como os gringos conseguem fazer coisas melhores sobre a FEB do que nós mesmos.

Por acaso recebi este link por e-mail, e após ver toda a apresentação, nota-se que foi integralmente feito por gringos. É datado de 18 de novembro de 2010.

Achei excelente este curta-metragem, que mostra um pequeno episódio de um dos ataques ao Monte Castello, em 25 de novembro de 1944.

Deixe carregar até o final para apertar o play (se a sua conexão não for das mais rápidas).

Eu gostaria de dar os parabéns para o autor, Leon Butler, e toda a sua equipe, pois, além da história em si, ele se preocupou nos detalhes, inclusive do figurino.

Copie o link abaixo e cole no seu navegador:

http://www.vuvox.com/presentations/0320ecd863

I would like to say thanks to Leon Butler and his team, because this is one of the best mini movies I have ever seen about the Brazilian Expeditionary Force.

domingo, 7 de agosto de 2011

2º SGT OTÁVIO MANOEL FERREIRA JUNIOR - 11º RI

O então 2° Sargento Otávio Manoel Ferreira Junior, cujo nome de guerra era Ferreira Jr (Idt: 4G-47541), embarcou para o além-mar em 22 de setembro de 1944, juntamente com os outros 5.238 homens que compunham o 3º Escalão da FEB.

O 3ºEscalão de Embarque foi transportado pelo "General Meigs", sob o comando do General Olimpio Falconiere da Cunha, chegando a Nápoles em 6 de outubro. A composição do mesmo era: 11º RI.; I/1º ROAuR; I/1º RAPC; 9º BE (Comando e Cia. de Serviço, Dest. Saúde e 3ª Cia.); Esq. de Ligação e Observação (FAB); 1º Batalhão de Saúde (Dest. Cmdo., Pel. de Tratamento e 3ª Cia. Evac.); elementos da 1ª Cia. de Intendência; QG da 1ª DIE e Cia. do QG; Depósito de Intendência; Banda de Música; 1º Grupo Suplementar Brasileiro em Hospitais Americanos; e Pelotão de Sepultamento. Efetivo: - 5.239 homens, inclusive 318 oficiais.

Servindo junto à Cia de Canhões do III Btl do 11º RI, participou das principais ações do Regimento Tiradentes durante a campanha, sendo merecedor, inclusive, da Cruz de Combate, a mais alta condecoração do Exército Brasileiro.

Retornou ao Brasil em 17 de setembro de 1945, após quase um ano no Teatro de Operações do Mediterrâneo, com o sentimento do dever cumprido.

Passou para a Reserva em 29 de Setembro de 1969, como Capitão.

Medalhas que recebeu:

- Cruz de Combate
- Campanha
- Guerra
- Militar de Ouro
- Pacificador

Uma foto do Capitão Ferreira Jr.



Dez anos após a sua volta, nasceu seu filho, Oswaldo de Jesus Fereira. Não tinha idéia que seu filho assentaria praça no Exército, em 26 de fevereiro de 1972, vindo a ser, anos mais tarde General-de-Divisão. Atualmente, o seu filho é Comandante da 1ª Divisão de Exército, que, por acaso, é a herdeira tradicional da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, situada na Vila Militar - Rio de Janeiro.

O Gereral Ferreira já desempenhou inúmeras funções no Exército, e a mais recente foi a missão de Coordenador de Segurança dos 5º Jogos Mundiais Militares, realizado no Rio de Janeiro, em julho próximo passado. Este evento foi tido como evento-teste para as Olimpídas de 2016, e o Brasil passou no teste, conforme divulgado na imprensa, sendo o General Ferreira um dos responsáveis pelo seu sucesso.

Segue uma foto do General Ferreira, filho do febiano 2º Sgt Ferreira Jr, no dia de sua assunção do comando.



A História é cíclica. Quis DEUS que um filho de febiano comandasse a gloriosa 1ª Divisão de Exército, exatamente 65 anos após o regresso da vitoriosa campanha na Itália.