COMPRO MATERIAL DA FEB: JULIOZARY1997@GMAIL.COM

quarta-feira, 29 de junho de 2011

LIVRO BOMBARDEIROS, CAÇAS E GUERRILHEIROS

Este livro é o nosso atual ocupante da cabeceira. Apesar de não ter lido todo, podemos dizer que, para quem gosta da história da FEB e quer se aprofundar um pouco mais, este livro vale a pena.

Ele conta a história da 232ª Divisão de Infantaria (que defendeu Monte Castello e região), que foi uma das 4 "divisões fantasma" criadas às vésperas do 20/07/1944 (atentado a Hitler). Inicialmente, combateu sob comando italiano, integrada ao Exército Ligúria, sendo mais tarde empregada na defesa da Linha Gótica, sobre as montanhas dos Apeninos Etruscos, na Província de Modena e na região de Bolonha, de 10/1944 até 20/04/1945. Numa gigantesca frente com mais de 70km de extensão, a única opção defensiva consistia na ocupação de pontos isolados no alto das elevações dominantes.

A incontestável supremacia aérea dos aliados, traduzida em bombardeios de superfície e ataques de caças-bombardeiros (entre eles os P-47 do Senta a Púa), assim como o terror disseminado pela guerrilha (os partisans), responderam pela desigualdade que caracterizou a luta nessa frente.

A 1ª publicação sobre a história dessa divisão lança luzes sobre um cenário real, convidando à reflexão sobre temas específicos, tais como a fidelidade às alianças, os bombardeios aéreos, o emprego de forças terrestres e a exploração da guerra de guerrilha.

O autor, HEINRICH BOUCSEIN, foi integrante da Wehrmacht nesta Divisão, tendo lutado do primeiro ao último dia da Segunda Guerra Mundial. Este livro não é apenas um diário de guerra, mas sim uma fonte de pesquisa interessante, que conta a história da Divisão desde o seu treinamento na Alemanha até os seus últimos dias antes da rendição incondicional.

Editora: Biblioteca do Exército
ISBN: 8570113129
Origem: Nacional
Ano: 2002
Número de páginas: 328

quinta-feira, 16 de junho de 2011

OBITUARIO DA FOLHA DE SAO PAULO - 2007 - FEBIANO VIRA CHACOTA

Como o nosso amigo Cesar escrevera recentemente em seu site: http://cobrafumando.wordpress.com, e o nosso amigo Ten Cel Durvall Junior no seu: http://olapaazul.com/, pode-se dizer que o autor da matéria, Willian Vieira, fôra, no mínimo, infeliz em suas colocacoes.

Pode-se dizer, ainda, que o autor supracitado da nota para o jornal não tem conhecimento sequer do que foi a guerra em si. Ele não tem noção do que os muitos brasileiros passaram na Itália na década de 40, do que realmente enfrentaram, senão não teria colocado tantas besteiras em tão curto espaço de papel.

José Gratagliano foi um dos militares mais condecorados do Brasil durante a segunda grande guerra. Foi recipiendário da maior condecoração que o Exército Brasileiro possui ate hoje por bravura em combate, que é a Cruz de Combate de Primeira Classe, e ainda recebeu a Silver Star americana, uma das maiores condecoracoes do Exército americano.

Mas é claro que o referido autor não sabia disso, ou pior, sabia e preferiu colocar outras palavras, de puro escárnio. Era preferível que ele tivesse comentado sobre coisas do tipo a prisão do Edmundo após 15 anos, ou outras notícias que vendam jornais, pois não tem padrão para comentar sobre os nossos verdadeiros heróis de outrora.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

CHATELAINE FEB - PRÇA RARA

Eis uma peça que infelizmente não está em minhas mãos, mas pelo menos está muito bem guardada nas mãos de um amigão.

Trata-se de um raro conjunto, composto por 8 (oito) miniaturas:

1- Cruz de Combate de 1a. Classe
2- Cruz de Combate de 2a. Classe
3- Medalha de Sangue do Brasil
4- Medalha de Campanha
5- Medalha de Guerra
6- Medalha Militar em Prata
7- Medalha de Prata do Cinquentenário da República
8- Medalha do Pacificador







Esse conjunto demonstra que seu recipiendário já se encontrava no serviço ativo no final da década de 1930, pois recebeu a Medalha de Prata comemorativa do Cinquentenário da República. Para recebê-la era necessário ter participado/colaborado nos festejos comemorativos oficiais realizados em novembro de 1939.
Também podemos concluir que ainda se encontrava no serviço ativo na década de 1950, quando a Medalha do Pacificador tornou-se uma condecoração oficial de Mérito do Exército Brasileiro, deixando de ser apenas uma Medalha Comemorativa que foi criada em 1953 para comemorar o Sesquicentenário de Nascimento do Duque e conferida principalmente aos que participaram/colaboraram na trasladação dos despojos do Duque de Caxias e de sua esposa de seu jazigo perpétuo no Cemitério do Caju para o Panteão Duque de Caxias construído em frente ao Palácio de mesmo nome e localizado na Avenida Presidente Vargas na cidade do Rio de Janeiro/RJ, então Distrito Federal.

Acredito que esta peça seja única, pois não vi outras até agora. Lembra muito as chateleines alemãs da Primeira Guerra.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

PADRE NOÉ E TENENTE HELMO, DOIS AMIGOS NO FRONT

As vezes aparecem algumas peças bem interessantes, ainda mais quando se faz alguma pesquisa sobre seus antigos donos.

Desta vez apareceram algumas peças bem incomuns, pois pertenceram a um Capelão Militar. Juntamente com as peças deste, vieram 3 fotos de um Tenente de Infantaria do 6 RI.

A primeira peça aparentemente é uma pulseira comum, daquelas que aparecem de vez em quando por ai.



Porém, ao analisar o reverso, vemos as informações do antigo dono, o Capelão Militar Noé Pereira. O Padre Noé embarcou junto ao primeiro escalão da FEB, em 02 de julho de 1944, ficando lotado no Quartel General da Divisão Expedicionária.



Reparem que esta foto do Padre Noé, junto a outros febianos na Itália, ele usa um capacete com uma enorme cruz branca na parte da frente, diferentemente do que acreditávamos até agora, que os capacetes de Capelães tinham sempre uma cruz azul pequena, conforme o modelo existente no Museu do Regimento Ypiranga.



Atrás desta foto há uma dedicatória do Padre ao seu amigo Tenente Helmo. E, juntamente a estas peças, conforme dito anteriormente, vieram 3 fotos do Tenente Helmo. Logo, pode-se pressupor que os dois foram amigos durante a Campanha, ou até mesmo após ela.

Segue uma das fotos do Tenente, a direita, segurando um capacete.



O Tenente Helmo serviu junto ao 6 RI durante toda a campanha, sendo parte integrante do primeiro escalão, da mesma forma que seu amigo, o Padre Noé.

Agora, uma das notícias do Padre Noé na internet: "Foi em 2 de dezembro de 1944, quando ainda troavam os canhões na Linha Gótica, que o Capelão Militar brasileiro, Padre NOÉ PEREIRA benzeu cerca de setenta mortos da Força Expedicionária Brasileira a serem sepultados vizinhos à Igreja de San Rocco, distante três quilômetros do centro da cidade de Pistóia, na Itália.

Iniciou-se, assim, o Cemitério brasileiro, que durante a guerra foi muito visitado por inúmeros militares, quando de folga, aproveitando o revezamento na frente de combate."

Por fim, apresentamos um convite para Missa realizada em 1948, em homenagem aos pracinhas paranaenses mortos na Campanha.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

67 ANOS DA INVASÃO DA NORMANDIA

Diretamente esta história não é afeta à FEB, porém merece ser lembrada, pois esta desencadeou a abertura do fronte oeste para os aliados em direção à Berlin.

Em 06 de junho de 1944, forças americanas, britânicas e canadenses desembarcaram nas praias da Normandia, iniciando a invasão aliada da Europa Ocidental durante a Segunda Guerra Mundial.

Mais de 5.000 barcos e 13.000 aeronaves foram utilizadaos em cerca de 50 quilômetros de praias da Normandia, cujos codinomes eram: Sword, Juno, Gold, Omaha e Utah.

Apesar de terem sofrido um número estimado de 2.500 baixas, os americanos foram capazes de estabelecer-se na praia de Omaha no final do dia. Ao todo, mais de 100.000 homens desembarcaram na Normandia, obrigando as forças alemãs do interior e abrir um novo teatro de guerra na Europa Ocidental.

A FEB chegaria ao TO do Mediterraneo meses mais tarde....

II SESFEB - FOTOS E COMENTÁRIOS

Após dois dias ensolarados e não tão frios na capital paranaense, todos acreditamos terem sido atingidos os objetivos do II Seminário de Estudos sobre a FEB.

Além dos estudos em andamento dos Doutores em História, já conhecidos do ramo, tivemos as apresentações de alguns jovens, os quais tem a difícil missão de carregar a história da FEB dentro de alguns anos.

Para quem teve a oportunidade de dar um pulo em Curitiba, nos intervalos entre uma palestra e outra, pode ainda dar uma olhada no acervo do Museu do Expedicionário, um dos melhores e mais bem cuidados da FEB. Pode-se dizer que a Legião Paranaense é a única que funciona ainda nos moldes que se pretendia, desde a fundação das diversas Associações.

Vamos ver algumas fotos cedidas pelo Prof Dennison.



A platéia seleta no evento.



Autor do Blog fazendo sua apresentacão



Ten Cel Durvall Jr falando sobre seu excelente documentário: O Lapa Azul.



General do Comando Militar do Sul presenteando a Legião com uma pistola Wauther P 38.



Por fim, uma foto dos 3 organizadores do evento, o Prof Dennison, Prof Ferraz e Prof Cesar. Todos agradecem ao empenho deles, e contamos com a terceira ediÇão, a realiza-se em 2013. Até lá...

Mais fotos em : https://picasaweb.google.com/109258568711028010636/IISeminarioDeEstudosSobreAForcaExpedicionariaBrasileira#

quarta-feira, 1 de junho de 2011

SOLENIDADE DO DIA DA INFANTARIA - 8 BPE - SP

No dia 24 de maio próximo passado tivemos a oportunidade de visitar alguns amigos de Sampa, e ainda por cima ser agraciado com duas condecorações, bem no dia 24 de maio, que nada mais nada menos é o dia da Infantaria no Brasil.

Para começar, vamos ver os ilustres convidados, sendo a maioria deles velhos conhecidos do colecionismo de velharias....



Da esquerda para a direita: Chicão, Brenão, Alfredão, Eu, Basile e o Zé Luís.

Da esquerda para a direita: Chico, Brenox, Marcelo, eu, Ten Cel Telhada (que escreveu um livro interessante sobre os MP da FEB, ja anunciado aqui), Alfredo, o Presidente da Associação dos Boinas Azuis (ABFIP-ONU/SP) Dr Walter de Mello Vargas e, por ultimo, Ricardo, autor do blog Tudo por São Paulo).





Agora eu recebendo a Medalha Heróis do Brasil da ANVFEB/SBC das mãos de seu Presidente, o Veterano da FEB (2a. Cia. do 9º B.E.), Sr. Antonio Cruchaki, que foi justamente condecorado com a Medalha Tributo à Batalha de Montese.



Encerrando, os agraciados prestando a continência ao Pavilhão Nacional.

Por fim, eu gostaria de agradecer aos meus amigos pela acolhida em Sampa, especialmente meu amigo Alfredo Duarte dos Santos, que nos indicou para receber tal distinção.