COMPRO MATERIAL DA FEB: JULIOZARY1997@GMAIL.COM

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ELIAS JOSÉ DO COUTO - SD DO 11º RI

Fuçando na internet encontramos algumas vezes coisas interessantes. Desta vez nos deparamos com um site dedicado exclusivamente a um veterano de Visconde de Rio Branco - MG, pertencente aos quadros do 11º RI.

Segue uma foto retirada de seu site



Agora a chamada do site



Segue o link para darem uma olhada

http://www.eliasjcouto.com/index.htm

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

MAIS UM ACHADO DO NOSSO AMIGO JURI

Nosso amigo italiano Juri desenterrou mais um pedaço da história da nossa FEB. Ele continua procurando itens na região de Stáffoli, local onde ficava situado o Depósito de Pessoal.

Desta vez ele encontrou uma fivela com o Brasão da República.

Seguem as imagens...

no local





Depois de limpa



Mais uma vez agradecemos ao nosso amigo Juri pelas imagens. Esperamos que continue nas suas buscas.

Grazie.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

VEM AI FILME DOS PRACINHAS...

O Brasil foi o único país da América Latina a enviar tropas à Europa durante a 2.ª Guerra Mundial. Cerca de 25.324 soldados de várias regiões brasileiras combateram na Itália. Destes, 2.762 foram feridos e 465, mortos no conflito que mudou os rumos da História. Há pouco mais de uma semana, cerca de 20 homens de uniforme reproduziam em uma fazenda de Pindamonhangaba cenas que fizeram parte do dia a dia desses soldados, como sobreviver em condições precárias, resistir à fadiga e à fome, caminhar em um campo minado.

Entre os 20 oficiais, cinco eram atores. A tarefa de Daniel de Oliveira, Júlio Andrade, Togun, Francisco Gaspar e Ivo Canelas não era se preparar para desarmar campos minados, mas sim viver na pele o que os oficiais da lendária FEB (Força Expedicionária Brasileira) passaram durante a guerra. O treinamento fazia parte da preparação para rodar, em fevereiro, o longa A Montanha.

Com direção de Vicente Ferraz, que há quatro anos vem preparando o filme, A Montanha retrata, justamente, a ação de quatro pracinhas em Monte Castello, na Itália, quando, após um ataque surpresa, sofrem pânico e acabam se perdendo do grupo. Quando se dão conta, estão perdidos entre as linhas alemãs e aliadas. Sem saber se devem voltar para a posição da noite anterior ou para a linha da FEB, sob o risco de serem acusados de deserção, eles acabam por vagar a esmo enfrentando frio, neve, até que encontram uma aldeia abandonada onde passam a noite. No dia seguinte, um correspondente de guerra se junta ao grupo. É ele quem, sem querer, acaba dando aos pracinhas a ideia perfeita para "serem perdoados" do crime de deserção: cumprir uma tarefa até então considerada impossível, que é a de desarmar o campo minado mais temido da Itália. No caminho, o grupo acaba encontrando outros "desertores": um partigiano (como eram chamados os heróis da Resistência italiana) e um oficial alemão cansado.

TEASER - http://tv.estadao.com.br/videos,TEASER-DE-A-MONTANHA,128439,0,0.htm

In loco. Para que a veracidade adquirida com o treinamento com os oficiais da 12.ª Companhia de Engenharia de Combate Aeromóvel seja ainda mais real, todo o filme será rodado na Itália, em montes nevados do nordeste italiano, em cenário que reproduz fielmente as condições enfrentadas pelos brasileiros quando combateram na Europa. "Imagine que, somado a tudo isso que você viu hoje aqui, nós ainda vamos ter de encarar a neve e o frio. Imagine que os pracinhas não tinham nem preparo nem equipamento para sobreviver neste ambiente de aridez branca. Foi terrível. Por isso, desde o começo, eu queria filmar no próprio local em que as ações reais se passaram, na Toscana, mas, por questões de orçamento, transferimos tudo para a região de Friuli-Venezia Giulia", contou Ferraz, que dirige seu primeiro longa de ficção brasileiro. Antes, Ferraz ganhou público e crítica com o documentário Soy Cuba - O Mamute Siberiano e rodou também O Último Comandante, filmado na Costa Rica. "Quando, há alguns anos, com a formação que eu tenho, diria que filmaria uma história sobre o Exército brasileiro? Fiz escola de cinema em Cuba e cresci durante a ditadura. Isso é sinal de que o País mudou muito."

O comentário do diretor se refere à maneira como os oficiais da 12.ª Companhia receberam diretor e equipe para o treinamento expresso que realizaram durante três dias. "Foi incrível a recepção que tivemos. Além deles condensarem para nós um curso que levaria em geral nove semanas para ser feito, deram total apoio e entenderam muito bem a nossa ideia", comentou Ferraz.

Na hora de aprender como se explode um quilo de TNT, Daniel de Oliveira foi quem deu o disparo. E o que se viu e sentiu foi a sensação "quase" real de um campo de guerra. "Não há como negar que isso seja emocionante. Imagine os soldados vivendo sob o frio, com medo do inimigo, com fome, sem saber o que seria o dia seguinte, tendo de caminhar por campos minados e desarmá-los. Um ataque de pânico não é de se estranhar", comentou Daniel, que havia saído direto do Projac (onde gravava cenas da novela Passione) para Pinda. "Não peguei os primeiros dias de treinamento, mas só o que vi e aprendi hoje já mudou minha percepção de uma guerra. Esta experiência fará toda diferença quando estivermos filmando na Itália."

As filmagens, em fevereiro e março, devem durar seis semanas. Ao grupo de brasileiros, irá se juntar o italiano Sergio Rubini e o alemão Richard Sammel, de Bastardos Inglórios. O papel do jornalista de guerra, ainda que seja um jornalista brasileiro, será do ator português Ivo Canelas. O elenco internacional se justifica diante de uma realidade que está se tornando comum no cinema brasileiro: a coprodução. Orçado em R$ 9 milhões, A Montanha será coproduzido por Matias Mariani e Isabel Martinez (respectivamente das brasileiras Primo Filmes e Três Mundos Produções), o italiano Daniele M Azzocca (da Verdeoro) e o português Leonel Vieria (da Stopline).

PARA ENTENDER
Como o Brasil foi parar na 2ª Guerra

Em um mundo dividido entre o Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e os Aliados (Estados Unidos, Inglaterra e França), o cenário geopolítico da 2.ª Guerra era mais que complexo. Até o final dos anos 30, ainda que simpatizasse com as diretrizes políticas nazifascistas, o Brasil de Getúlio Vargas tentou permanecer neutro. Mas os Aliados, sobretudo os EUA, que haviam feito empréstimos ao Brasil e que estavam interessados em construir bases no estratégico nordeste brasileiro, acabaram convencendo o País a declarar guerra ao Eixo. E assim, em 1943, o Brasil enviava as primeiras tropas para combater, principalmente, na Campanha da Itália. Além do combate, o País enviou pilotos da Força Aérea, patrulhou o Atlântico com navios da Marinha e forneceu matéria-prima (sobretudo borracha).

FONTE - http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110104/not_imp661669,0.php

Por: Douglas Aguiar Jr - hmmb.com.br/forum

domingo, 2 de janeiro de 2011

E QUANDO NÃO HOUVER MAIS PRACINHAS...

E quando não houver pracinhas?
Coluna (Nas entrelinhas) publicada em 13/11/2007 no Correio Braziliense:

"Será uma pena se no dia em que os pracinhas não mais estiverem entre nós, a memória daquela gloriosa jornada de luta dos brasileiros tiver partido com eles"

Por Alon Feuerwerker
alon.feuerwerker@correioweb.com.br

"Como de hábito, o aniversário da República passará sem que as autoridades se dêem ao trabalho de comemorar a passagem com a solenidade que merece. E o esquecimento da Proclamação da República não é solitário. Jogar datas importantes no arquivo morto virou esporte nacional. É incompreensível, por exemplo, que o Brasil não comemore com entusiasmo, em todo dia 8 de maio, o aniversário da vitória dos aliados contra o nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial.

O descaso com datas relevantes de nossa história tem raízes nos anos 70 do século passado, quando os governos militares buscavam apropriar-se dos símbolos patrióticos. Surgiu daí, como forma de uma suposta resistência antiditatorial, certa tendência historiográfica marcada pelo niilismo e pela negação pura e simples do que seria a história dita oficial do Brasil. Numa esdrúxula aliança do pensamento liberal com o petismo acadêmico, humanizar os personagens de nosso passado transformou-se em expediente para ridicularizá-los e caricaturizá-los.

Em qualquer país, e em qualquer período, a história é feita por homens e mulheres cheios de defeitos e fraquezas. O que isso permite concluir? Nada. Países com elevada auto-estima (expressão tão ao gosto do presidente da República) não voltam as costas a seus heróis a pretexto de dissecá-los criticamente. Também por uma razão simples: conhecer e valorizar os símbolos que ficaram para trás é essencial para reduzir o custo embutido na ultrapassagem dos obstáculos que estão pela frente.

Um bom exemplo é a República. Os críticos habituaram-se nos últimos anos a vender a idéia de que ela teria sido apenas produto de um golpe de mão, dado inclusive com o apoio de ex-senhores de escravos amuados com a Abolição de um ano antes. E ponto final. Atira-se com isso no buraco negro das coisas inservíveis mais de um século de luta republicana, anterior inclusive à Independência.

Há 119 anos, o poder imperial era removido e instalava-se a República. Regime que só se completou na Revolução de 1930, quando o voto praticamente universalizou-se e as eleições deixaram de ser decididas no bico de pena. É verdade, porém, que institutos da República Velha (1889-1930) subsistem entre nós, mesmo que com nomes diferentes. A Comissão de Verificação de Poderes, por exemplo, está bem viva nos conselhos de ética e nos processos de perda de mandato por quebra de decoro.

Hoje, como ontem, outorga-se à maioria parlamentar o poder de amputar, desde que lhe convenha (e à opinião pública), mandatos populares obtidos legitimamente na urnas.

Mas esse e outros pequenos defeitos da República brasileira não devem nos levar a reduzir sua importância. Não se inventou até hoje mecanismo melhor de governo do que consultar periodicamente a sociedade sobre como, afinal, deve ser conduzida a coisa coletiva. Sempre haverá, por certo, quem discorde do que a maioria decidiu. Paciência. A maioria pode até errar. Mas, estatisticamente, é sempre melhor que decidam mais do que menos.

Isso foi também o que concluiu o povo brasileiro no plebiscito de 14 anos atrás, quando rejeitou a volta da monarquia e manteve o presidencialismo. Foi uma nova proclamação da República. Mais uma. Resistente, essa moça. Por mais que falem mal dela, sempre que o eleitor é chamado para julgá-la ela se sai bem.

Quem sabe essas repetidas manifestações de apreço do cidadão pelo seu direito de escolher livremente os chefes de Estado e de governo não sensibilizam nossas autoridades? Seria bom. Até porque, convenhamos, o risco maior que corremos não é interpretar erradamente os símbolos de nossa história, mas — como dito no início desta coluna — vê-los desaparecerem na sombra do esquecimento.

Volto às comemorações do Dia da Vitória. Está na hora de fazer com que deixem de ser apenas festas dos próprios pracinhas e de seus familiares. O tempo implacável fará chegar o dia em que, infelizmente, não mais teremos aqui remanescentes da heróica participação brasileira na Segunda Guerra Mundial. Será uma pena se no dia em que os pracinhas não mais estiverem entre nós a memória daquela gloriosa jornada de luta dos brasileiros tiver partido com eles."


Cabe aqui lembrar ao autor do artigo que os pracinhas e seus familiares não organizam festas, nem as cambaleantes Associações de Veteranos, mas sim as Forças Armadas, que ano após ano, sem modismos ou partidarismos, lembram os feitos daqueles que foram combater os chucrutes do outro lado do Atlântico.

A culpa deles não serem lembrados não é do Governo, pois o Governo em si é um espelho do que o Povo brasileiro é: sem memória.