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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O VALOR DA FÉ EM MEIO À GUERRA

Encontrei nos registros do Livro Tombo, deste Paróquia de São Sebastião, da Vila MIlitar, um valioso trecho, que posso e passo a reproduzir para os senhores, sobre o valor da fé em meio à guerra.*

Assim escreveu o Monsenhor João Batista Cavalcanti, antigo Capelão da Vila Militar, e também DA feb, durante a segunda guerra: "na noite de Natal de 1944, o II Batalhão do Regimento Sampaio estava acampado em Porreta Terme, ....foi nesta noite que tivemos a ocasião de assistir a queda dos primeiros flocos de neve, espetáculo impossível de descrever, Noite de Natal...longe das famílias...ver e assistir neve pela primeira vez, realmente a comoção foi muito grande. Às 2345 horas, reuni os soldados, cabos, sargentos e oficiais em um grande galpão, para celebrar a Santa Missa de Natal, a popular Missa do Galo, congratulamo-nos lembrando de nossas famílias distantes, mas unidas a nós por Jesus Cristo, cujo aniversário comemorávamos.

Iniciamos a missa e, à altura do Ofertório, uma granada explodiu e os estilhaços bateram fortemente na porta do galpão. O susto não foi pequeno, mas com calma continuei com as palavras de consagração (do pão e do vinho) e, em seguida, rapidamente distribuí a Sagrada Comunhão aos que estavam preparados, purifiquei o Cálice e fizemos uma oração, agradecendo à Nossa Senhora Aparecida pela proteção que nos deu, naquele momento, pois, por fração de metros, a granada teria destruído todo ou parte do galpão.

Terminamos com a Canção Noite Feliz. Ainda paramentado, fui cumprimentar o Maj Syzeno que, com a voz comovida, disse-me: Tudo bem meu capelão, mas nunca assisti a uma missa tão rápida e, ao mesmo tempo, tão piedosa como esta. (ao todo, acho que não gastamos mais que 10 minutos). Respondi: Obrigado, Major, mas parece-me que sua voz ainda está comovida, pelo susto dos estilhaços, ....algo transparece da emoção que lhe vai na alma também pela paúra dos ferimentos, ou da própria morte...."

Palavras proferidas pelo Tenente Lucas, Capelão da 1 DE, em 12 de outubro de 2011.

2 comentários:

  1. Julio, interessantíssimo. Não conheço nenhum trabalho que leve em conta, de modo profundo, como a religiosidade foi um dos fatores que compôs a identidade e influenciou os soldados brasileiros na Itália. Tenho vontade de escrever sobre o tema. Abraços.
    Cesar.

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  2. Cesão, verei com o Capelão daqui o que mais tem nesse livro eclesiástico. Vamos nos falando.
    Abç

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