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segunda-feira, 13 de junho de 2011

PADRE NOÉ E TENENTE HELMO, DOIS AMIGOS NO FRONT

As vezes aparecem algumas peças bem interessantes, ainda mais quando se faz alguma pesquisa sobre seus antigos donos.

Desta vez apareceram algumas peças bem incomuns, pois pertenceram a um Capelão Militar. Juntamente com as peças deste, vieram 3 fotos de um Tenente de Infantaria do 6 RI.

A primeira peça aparentemente é uma pulseira comum, daquelas que aparecem de vez em quando por ai.



Porém, ao analisar o reverso, vemos as informações do antigo dono, o Capelão Militar Noé Pereira. O Padre Noé embarcou junto ao primeiro escalão da FEB, em 02 de julho de 1944, ficando lotado no Quartel General da Divisão Expedicionária.



Reparem que esta foto do Padre Noé, junto a outros febianos na Itália, ele usa um capacete com uma enorme cruz branca na parte da frente, diferentemente do que acreditávamos até agora, que os capacetes de Capelães tinham sempre uma cruz azul pequena, conforme o modelo existente no Museu do Regimento Ypiranga.



Atrás desta foto há uma dedicatória do Padre ao seu amigo Tenente Helmo. E, juntamente a estas peças, conforme dito anteriormente, vieram 3 fotos do Tenente Helmo. Logo, pode-se pressupor que os dois foram amigos durante a Campanha, ou até mesmo após ela.

Segue uma das fotos do Tenente, a direita, segurando um capacete.



O Tenente Helmo serviu junto ao 6 RI durante toda a campanha, sendo parte integrante do primeiro escalão, da mesma forma que seu amigo, o Padre Noé.

Agora, uma das notícias do Padre Noé na internet: "Foi em 2 de dezembro de 1944, quando ainda troavam os canhões na Linha Gótica, que o Capelão Militar brasileiro, Padre NOÉ PEREIRA benzeu cerca de setenta mortos da Força Expedicionária Brasileira a serem sepultados vizinhos à Igreja de San Rocco, distante três quilômetros do centro da cidade de Pistóia, na Itália.

Iniciou-se, assim, o Cemitério brasileiro, que durante a guerra foi muito visitado por inúmeros militares, quando de folga, aproveitando o revezamento na frente de combate."

Por fim, apresentamos um convite para Missa realizada em 1948, em homenagem aos pracinhas paranaenses mortos na Campanha.

Um comentário:

  1. Caramba!! Fiquei arrepiado, 70 combatentes mortos.
    esse seria um número de mortos maior que na tomada de Montese?

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