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quarta-feira, 11 de maio de 2011

AINDA SOBRE O DIA DA VITÓRIA

Num país sem cultura........

"Em 8 de maio próximo passado, o Mundo comemorou o 64º aniversário do Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial. Cerimônias aconteceram em Moscou, Paris , Londres e Washington. Na França, foi Feriado Nacional.”

No Brasil, a data continua passando "em branco", apesar de ainda ser comemorada no âmbito das Forças Armadas. Sabe-se quem ganhou a final do Campeonato Carioca, mas não sabe-se quem ganhou a guerra, e de que lado estávamos.....

Ficou perdida senão deliberadamente afastada mais uma oportunidade de valorizar atos de honra e patriotismo de alguns dos verdadeiros heróis deste País, e de reabrir, para os mais jovens, algumas das mais importantes páginas da real História do Brasil.

Esqueceram que o Nordeste foi considerado Zona de Guerra. No Recife, chegou-se a exercitar o "blackout" como forma de defesa antiaérea, além de preparativos para atender a eventuais necessidades de emprego de artilharia contra aviões do III Reich.

Esqueceram de que, naquela área marítima, ocorreu o maior número de ataques da Força Submarina Alemã, na América Latina .

Esqueceram dos mortos dos navios BAEPENDY, ARARAQUARA, ANÍBAL BENÉVOLO, ITAGIBA e ARARÁ, afundados logo ao início da guerra pelo U-507, um dos submarinos da Marinha Alemã.

Esqueceram dos bravos marinheiros brasileiros que, durante praticamente todo o período da guerra, navegando dia e noite nos navios denominados caça-submarinos, fizeram a escolta de centenas de comboios, protegendo milhares de navios mercantes aliados através do Atlântico. A ação desses bravos foi decisiva, frustrando os ataques de submarinos alemães. Sem a participação da Marinha, por meio das Forças Navais do Nordeste e do Sul, seria impossível manter o tráfego marítimo e, consequentemente, o transporte de cargas logísticas durante a guerra, diante da enorme ameaça submarina alemã.

O Brasil se esqueceu dos mais de mil marinheiros que tiveram o fundo do mar como última e eterna morada, vítimas que foram dos ataques por torpedos dos "lobos cinzentos", como eram chamados os Submarinos do III Reich.

Esqueceram da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que esteve na Itália com mais de 25 mil homens, dos quais 443 mortos e mais de 2 mil feridos. Esqueceram que a FEB lutou contra onze Divisões alemãs e duas italianas.

Esqueceram de que a FEB aprisionou a 148ª Divisão de Infantaria Alemã, totalizando mais de 20 mil prisioneiros, em Fornovo de Taro , norte da Itália.

Esqueceram dos nossos pracinhas mortos nos campos e colinas italianas.

Esqueceram de que o Primeiro Grupo de Caça da FAB foi uma das duas únicas unidades de combate estrangeiras que receberam a Presidential Unit Citation, do Presidente Roosevelt, por bravura em combate.

Esqueceram de que Natal foi considerada o "Trampolim da Vitória" e teve a maior Base Aérea dos EUA fora do território americano e a segunda maior Base Aérea do mundo na Segunda Guerra Mundial, rivalizando com o campo Henderson na ilha de Guadalcanal , no Pacífico, conquistada pelos Fuzileiros Navais americanos no final de 1942.

Esqueceram dos "Senta a Pua", os aviadores brasileiros protagonizantes dos mais arrojados e heróicos feitos na aviação de combate, à época.

Enfim, o Brasil se esqueceu dos seus Marinheiros, dos seus Soldados e dos seus Aviadores!

Esqueceu-se de seus bravos que lutaram pela Democracia no mar, em terra e no ar.

Nota: Texto Irmão Carlos Alberto Fernandes, adaptado pelo autor.

Texto encaminhado por Edgar Fraga Neto.

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