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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

66 ANOS DA TOMADA DE MONTE CASTELLO

Hoje, 66 anos após a tomada de Monte Castello, cabe deixar aqui uma lembrança a todos aqueles que tombaram no sopé desta elevação que, por meses, ficou intalada na garganta dos brasileiros.

É uma pena que durante estas comemorações, ano após ano, vemos menos pracinhas presentes. Infelizmente é a caminhada natural da vida. Tivemos hoje, na Divisão Mascarenhas de Moraes, na Vila Militar do Rio de Janeiro, a presença de cerca de uma dezena deles.

Vamos a um breve relato do último ataque, segundo a Wikipedia.

"Novamente a ofensiva batizada de Encore, ou Bis, utilizaria a formação brasileira para a conquista do Monte e a consequente expulsão dos alemães. Desta vez a tática utilizada, seria a mesma idealizada por Mascarenha de Moraes em 19 de Novembro.Assim, em 20 de Fevereiro as tropas da Força Expedicionária Brasileira apresentaram-se em posição de combate, com seus três regimentos prontos para partir rumo a Castelo. À esquerda do grupamento verde-amarelo, avançaria a 10ª Divisão de Montanha dos Estados Unidos, tropa de elite, que tinha como responsabilidade tomar o Monte della Torracia e garantir, dessa forma, a proteção do flanco mais vulnerável do setor.

O ataque começou às 6 horas da manhã, o Batalhão Uzeda seguiu pela direita, o Batalhão Franklin na direção frontal ao Monte e o Batalhão Sizeno Sarmento aguardava, nas posições privilegiadas que alcançara durante a noite, o momento de juntar-se aos outros dois batalhões. Conforme descrito no plano Encore, os brasileiros deveriam chegar ao topo do Monte Castelo às 18 horas, no máximo - uma hora depois do Monte della Torracia ser conquistado pela 10ª Divisão de Montanha, evento programado para as 17 horas. O 4º Corpo estava certo de que o Castelo não seria tomado antes que Della Torracia também o fosse.

Entretanto, às 17h30, quando os primeiros soldados do Batalhão Franklin do 1º Regimento conquistaram o cume do Monte Castelo, os americanos ainda não haviam vencido a resistência alemã. Só o fariam noite adentro, quando os pracinhas há muito já haviam completado sua missão, e começavam a tomar posição nas trincheiras e casamatas recém-conquistadas. Grande parte do sucesso da ofensiva foi creditada à Artilharia Divisionária, comandada pelo General Cordeiro de Farias, que entre 16h e 17h do dia 22, efetuou um fogo de barragem perfeito contra o cume do Monte Castelo, permitindo a movimentação das tropas brasileira."

Vamos ver novamente uma foto atual do Monte, tirada em novembro próximo passado.



Parabéns ao Regimento Sampaio pela conquista. Parabéns a FEB. Parabéns ao Brasil.

3 comentários:

  1. ...E parabéns pra vc, que está sempre nos presenteando com artigos que enaltecem nossos heróicos pracinhas e nao deixam a memoria fraquejar qto aos seus feitos....Obrigada mais uma vez!

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  2. É verdade que na tomada do Monte Castelo morreram mais de 600 brasileiros porque as taticas empregadas deixavam muito a desejar pelos oficias responsaveis?????

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  3. Oi Evandro, isso é uma meia verdade. Primeiramente, durante toda a campanha, 457 militares da FEB morreram, sendo 444 praças (Sgt, Cb e soldados), e 13 Oficiais. Portanto esse número 600 é infundado. Dos 4 ataques, apenas os 3 últimos ficaram sob comando brasileiro. O primeiro era comandado pela Task Force 45 americana, com a participação de brasileiros. Muitos fatores levaram aos malogrados ataques, entre eles: subestimaram o inimigo (acharam que só tinham velhos defendendo a Itália), não observaram que os Montes ao redor eram bem maiores que o Monte Castello, logo esses tinham que ser tomados antes ou juntamente, para que os que estivessem no Castello não fossem batidos pelos fogos vindos dessas outras direções (estive lá ano passado e a distância entre eles não é grande). Os 2º e 3º ataques foram feitos sob condições meteorológicas severas, o que tornou impossível o emprego dos tanques e da aviação, o que tornava o ataque muito mais difícil. O terreno estava com muita lama, chovia, o teto estava baixo e o frio já estava demais para os uniformes brasileiros. Tudo isso só veio a ser solucionado no último ataque, já na primavera do ano seguinte, com emprego da aviação, chva de granadas de artilharia e o emprego da infantaria correto, com a 10ª Divisão de Montanha atacando os montes que rodeavam o Castello. Nos ataques ao Monte Castello morreram um pouco mais de uma centena de febianos.
    Abraço.

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