COMPRO MATERIAL DA FEB: JULIOZARY1997@GMAIL.COM

sexta-feira, 26 de março de 2010

BARRETE AMERICANO USADO PELOS FEBIANOS

Apesar de não terem sido oficialmente entregues aos febianos, frequentemente notamos, em fotos de estúdio, pracinhas utilizando esse barrete, entre outras medalhas não-oficiais fabricadas na Itália.

O barrete tem origem no Exército americano, e é composto pela medalha de boa conduta (Good Conduct Medal) e a de campanha no Teatro de Operações da Europa (ETO Medal), com 3 estrelas de campanha.

A seguir, mostramos dois modelos de barretes, o de fabricação americana (acima), e o de fabricação artesanal italiana (abaixo). Nota-se a diferença de materiais utilizados na fabricação, bem como no tamanho dos referidos barretes. Frequentemente encontramos lotes ou fotos de veteranos com o barrete feito na Itália, mais uma vez corroborando com a idéia dos brasileiros nunca terem recebido tais condecorações oficialmente.

terça-feira, 23 de março de 2010

BRAÇADEIRAS DAS ASSOCIAÇÕES DE VETERANOS

Desde os anos 50 os veteranos que não permaneceam nas fileiras do Exército passaram a ser identificados por braçadeiras das Associações, juntamente com as boinas azuis.

Apresentamos 3 modelos diferentes de braçadeiras, de cima para baixo:

-Associação de Veteranos da FEB (provavelmente alguma Seção estadual da Associação dos Veteranos)
- Associação Nacional dos Veteranos da FEB
- Associação dos Ex-Combatentes do Brasil (pertencente a um lote de veterano)



Foto de um veterano ostentando a braçadeira da ANVFEB, em uma comemoração da Tomada de Monte Castelo no Regimento Sampaio em 2006.

domingo, 21 de março de 2010

CORRESPONDENTES DE GUERRA

Aproveitando a leitura do livro "A Luta dos Pracinhas", de Joel Silveira e Thassilo Mitke, apresento uma fotos dos correspondentes de guerra que atuaram junto à FEB.

Ao embarcar para a Itália, os correspondentes tinham status de Oficial da FEB, apesar de terem recebido reduzidíssimo treinamento de qualquer tipo. Apresentavam em seus uniformes, inicialmente, um patch com a letra "C", de correspondente, mas, durante a guerra, este patch acabou sendo trocado pelo "WAR CORRESPONDENT", seguindo o modelo americano.

Tanto os correspondentes brasileiros, quanto os estrangeiros, dividiam o mesmo local de trabalho/dormitório. De um lado, os brasileiros abaixo citados e mais o Raul Brandão, do Correio da Manhã, e do outro, os estrangeiros, e mais Harry Buckley, da Reuters e Francis Hallawell, da BBC de Londres. O tratamento entre eles era extremamente cordial, e a vida não era fácil, pois dia sim, dia não, visitavam os QGs e também as linhas de frente.

Na foto, da esquerda para direita, em pé:

Egydio Squeff, de O Globo
Rubem Braga, do Diário Carioca
Frank Norall, da Coordenação dos Assuntos Interamericanos
Joel Silveira, dos Diários Associados
Henry Bagley, da Associated Press
Raul Brandão, do Correio da Manhã

Da esquerda para direita, ajoelhados:

Alan Fischer, fotógrafo da Coordenação de Assuntos Interamericanos (autor da foto)
Thassilo Mitke, da Agência Nacional
Fernando Stamato, cinegrafista
Horácio Gusmão Coelho, fotógrafo da FEB

Frank Norall e Allan Fischer eram da Revista EM GUARDA, editada pelo Coordenador da Inter-american Affairs.

Notar que os correspondentes utilizaram a Field Jacket M-43, diferentemente da tropa, que recebeu apenas a Field Jacket M-41.

sábado, 20 de março de 2010

JORNAIS O CRUZEIRO DO SUL

Seguindo uma das muitas tradições americanas, a FEB resolveu editar seu veículo de comunicação oficial para transmitir as notícas aos seus pracinhas. Este veículo denominava-se: O CRUZEIRO DO SUL.

Publicação do Serviço Especial da FEB, teve inúmeras edições. Trazia informações sobre os diferentes fronts de batalha, e não somente o italiano. Apresentava também Poemas de Pracinhas, desenhos, Notas de Comando, informações sobre as competições organizadas pelos aliados, telegramas, etc. Porém, as informações mais importantes impressas nestes documentos sao as referentes às entregas de condecorações e um tópico denominado: HONRANDO AS TRADIÇÕES, o qual trazia diversas Citações de Combate de Oficiais de Praças da FEB.

Há rumores sobre a publicação de um livro com todos os jornais.

JORNAL DA VITÓRIA DO 1º BTL/6º RI

Durante a guerra surgiram vários veículos de comunicação, todos com a finalidade de dar notícias do que acontecia no Brasil e no mundo para os pracinhas no front. Alguns eram veículos oficiais da FEB, tais como o jornal Cruzeiro do Sul, do Serviço Especial da FEB, outros eram feitos dentro da própria organização militar.

O 1º Batalhão do 6º Regimento de Infantaria criou seu próprio veículo, o jornal E A COBRA FUMOU!

Este exemplar é conhecido como o da Vitória, pois teve sua tiragem no dia 8 de maio de 1945, dia da Vitória Aliada na Europa. Único com capa colorida, apresenta o desenho do Sgt Catani, e seu interior tem 4 páginas. A maioria das palavras deste número são de agradecimento do Comandante do Batalhão aos seus subordinados e, por fim, uma homenagem aos Mortos e Desaparecidos em Ação.

Impresso na cidade de Voghera, na Italia, pela Indústria Grafiche P. Boriotti.

quarta-feira, 10 de março de 2010

MANUAL TÉCNICO DE MORTEIRO LEVE FEB

O Ministério da Guerra editou vários manuais traduzidos a partir de 1942, adaptando os brasileiros ao material americano. Aqui está apresentado o manual dos Morteiros Leves (tradução de emergência), datado de 28 de janeiro de 1942, antes mesmo do Brasil ter declarado a guerra. Editado pela Imprensa Nacional em 1944.

Apresentava os seguintes capítulos:
I - Introdução
II - Descrição
III - Montagem e Desmontagem
IV - Inspeção
V - Conservação e Reparação.

Os morteiros deste manual são os seguintes: 60mm M1, 60mm M2, 82mm M1 (americanos), 3 polegadas MK 1, MK 1A1 e MK IA2 (ingleses). A origem deste armamento já é uma tentativa do governo brasileiro em adaptar o Exército aos armamentos dessas Nações, pois o armamento alemão não passou do bloqueio inglês e ficou retido.

Imagem da capa do manual TM 9-1260, de 28 de janeiro de 1942.

MANUAL DE MENSAGENS TELEGRÁFICAS DA FEB

Este manual foi editado pela Imprensa Nacional em 1944 e tinha, na sua contra-capa, uma carta-circular do Diretor Geral do Departamento dos Correios e Telégrafos, que dizia o seguinte: "O Diretor Geral do Departamento dos Correios e Telégrafos cumprimenta cordialmente e apresenta as Instruções abaixo, reguladoras da execução do serviço de telegramas de texto fixo para uso dos membros da Força Expedicionária Brasileira e suas respectivas famílias."
Rio de Janeiro, 15 de julho de 1944.
Major Landry Sales Gonçalves.
Diretor Geral.

O manual basicamente possuia as instruções para o serviço EFM (Expeditionary Force Messages). As mensagens não eram escritas em português claro, mas sim criptografadas através de números pré-estabelecidos, por exemplo a mensagem era apenas o número 64, que siginificava: melhores votos de feliz ano novo.

Outra informação interessante eram as vias aceitas: Western, All America, Radiobras e Radio Internacional. A taxa total de cada telegrama, à época, equivalia a onze cruzeiros e oitenta centavos.

Abaixo o manual



Agora uma mensagem da Western, pertencete a um sargento do 6º RI, já decodificada e entregue à família.

terça-feira, 2 de março de 2010

VÍDEO-RESUMO DOS MATERIAIS USADOS PELA FEB

Clicando no vídeo abaixo, você poderá visualizar a maioria dos equipamentos, armamentos, uniformes e medalhas que os febianos usaram durante a Segunda Guerra. O autor do vídeo utilizou-se de imagens de revistas especializadas em militaria (Militaria Magazine - artigo do Cesar Campiani), fotos de peças dos Museus de Curitiba, do Rio de Janeiro e de Campo Grande, entre outros.

Interessante poder visualizar as nomenclaturas das peças mostradas no vídeo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

CARTÃO DE RACIONAMENTO

É sabido que em uma guerra a tropa não tem o mesmo "conforto" que tem nos quartéis, se é que podemos falar que naquela época existia isso por aqui. O Depósito de Intendência da FEB, um dos responsáveis pela Logística, distribuía regularmente os cartões de racionamento, nos quais eram controlados os materiais a serem distribuídos para cada um. Estes materiais tinham a finalidade de amenizar o desconforto do combate, trazendo aos militares em operações um pouco de "civilização".

Este cartão era dividido em materiais a serem pagos de tempos em tempos, sendo uns semanalmente, outros de duas em duas semanas, quatro em quatro semanas, e ainda de dois em dois meses. Possuía a data de validade do cartão (início e término), tempo este que era próximo a dois meses, o nome completo e posto, Unidade/Companhia em que servia, e por fim sua assinatura.

Basicamente os mantimentos semanais estavam entre os comestíveis que complementavam as rações americanas ou quentes, tais como: chicletes, chocolates, cigarros, etc. Nos quinzenais figuravam os de higiene pessoal, tais como: sabonete, pente e gilette. Os sabonetes nem eram tanto usados, pois há relatos de febiano que tomaram apenas dois a três banhos em toda a campanha até a guerra terminar. De quatro semanas ja estavam itens mais diversos, como: meia, camiseta, graxa. envelopes, etc. Por fim, estavam os materiais mais pesados, como combat boots, uniformes, pijamas, etc. Há ainda a informação das quantidades que poderiam ser obtidas pelos febianos.
Aqui um modelo de cartão reembolsável frente e verso.