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domingo, 16 de maio de 2010

VISITA AO MUSEU DA FEB EM PETRÓPOLIS E SARGENTO ALCINO RESENDE PAPOULA

Na data de hoje resolvemos fazer uma visita à cidade imperial de Petrópolis e demos uma passada no Museu da FEB da Seção Regional daquela cidade. Muito bem localizado, atrás da Casa Presidencial, á Avenida Koeler, 255 - Centro, impressionou pela qualidade das peças e o atendimento ao público. Inclusive aqui quero agradecer a atenção dispensada pelos "GUARDIÕES" que cuidam daquela casa (SEM QUALQUER REMUNERAÇÃO). Escrevi em letras garrafais pois é inconcebível num país como o nosso ainda existir isso. Sorte da história do país e da FEB que homens como estes se propõem a fazer tão dignificante trabalho.

Infelizmente não são permitidas fotos no interior do Museu, mas segue uma lista do material que possuem por lá:

Sala A - Painel com as fotos dos veteranos da FEB de Petrópolis; Painel com as fotos dos veteranos falecidos de Petrópolis

Sala B - Vitrines com objatos usados pela FEB (Doação dos veteranos), sendo estes objetos de combate, equipamentos individuais, etc

Sala C - Vitrines com uniformes usados pela FEB e mosaicos com fotos diversas da FEB e também da FAB.

A visitação está aberta ao público de 4ª a 6ª feira e domingo de 13 às 17 horas e tem entrada franca. Para quem gosta da FEB vale a pena uma visita lá. Fica a 67 Km do centro do Rio.

Durante a nossa visitação foi anunciada a chegada de um veterano da FEB. Inesperadamente a visitação tornou-se praticamente uma aula de história da FEB, com o Sargento Alcino Resende Papoula nos brindando com suas experiências pessoais durante quase duas horas.

O Sgt Papoula serviu na Companhia de Intendência e partiu para a Itália no dia 22 de setembro de 1944, tendo retornado dia 22 de agosto de 1945. Fora responsável, durante todo o período de estabilização da frente Apenina, pela distribuição de ração para uma grande parte da FEB, inclusive na linha de frente.

Entre suas histórias estava o comboio que transportou civis italianos, tendo quase sido preso por isso, o banho nas águas termais de Porreta-Terme, encontros fortuitos com o General Mascarenhas, Zenóbio, e muitas outras.

Desde já agradecemos a aula e a amizade demonstradas pelo Sgt Papoula a estes visitantes (quase uma dezena de pessoas passaram por lá durante estas duas horas), e espero poder retornar em breve para ouvir outras histórias.

Um comentário:

  1. Tive a honra de conhecer o Museu no ano de 2009. Fiquei impressionado com o bom estado de conservação dos itens em exposição, bem como do vasto material, no entanto sugiro que procurem os órgão competentes, responsáveis pela preservação das "coisas" históricas e solicitem que visitem o museu e façam uma avaliação séria e completa, de tudo, visando um melhor aproveitamento futuro do que está exposto.
    Sou um historiador amador, que se identifica muito com o assunto "2ª Guerra Mundial". Já li um bocado, mas sei que li quase nada e que ainda falta muita coisa. Esclareço que em minha casa existe uma cópia de um documento antigo do Ministério da Guerra que dizia que meu falecido pai tinha participado do conflito pela Marinha de Guerra Brasileira. Isso me deixa orgulhoso não só por ele, mas também por vcs e pelos demais que de alguma forma contribuiram para os esforços de guerra.
    Eu os invejo, se tivesse nascido algumas décadas antes, eu com certeza teria feito de tudo para estar lá. Tenho 49 anos e sou do tempo em que honra e amor pelo Brasil valiam muito. Infelizmente as gerações que vieram depois não pensam mais assim.
    Que Deus proteja todos os combatentes que já se foram e todos que ainda estão entre nós.

    Charles Pereira

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